O que não sabe é um
ignorante,
mas o que sabe e não diz nada é um criminoso.
Bertolt Brecht
Caro Inocentes e
restantes treinadores, eu não quero ser criminoso!
Em meu entender o tema
que levantas tem importância elevada,
e deve ser tratado com a maior seriedade.
Gostaria de serenar os
vossos espíritos, porque creio que alguma coisa está, ou vai ser feita, de
contrário, então, “temos” dinheiro.
Antes de divulgar o que
sei, penso que uma sociedade ou organização reflete o comportamento dos seus
cidadãos ou associados.
Devemo-nos questionar:
1 - O que
queremos?
2 - Qual o nosso
contributo para chegarmos aqui?
3 - O que podemos
fazer para o nosso futuro e para as gerações vindouras?
Posto isto, passo a factos.
Quando se “constituiu” a ANTK,
inscrevi-me, paguei a minha quota e a de mais sete pessoas que na altura tinham
graduação superior a 3º kyu (eram meus assistentes). Essas pessoas por razões
diversas deixaram de praticar karate. Alguns anos mais tarde o então, e agora, presidente da ANTK, sugeriu-me que as quotas pagas, se refletissem apenas na
minha quotização. Como a ANTK se tinha constituído em conflito e nessa altura as
“águas” estavam calmas, aceitei. Este ano na formação de Alfabetização Motora e
Especialização Desportiva de 2/6/2012 em Pombal, o Sr. Presidente da ANTK, que estava
lá, informou-me que eu era o nº 21, e que tinha apenas a quota deste ano para
pagar - paguei.
Ora bem, se sou o nº 21
há pelo menos 9 anos, há no mínimo mais 20 pessoas que pagaram, ou deviam ter
pago quotas todos estes anos. Pelo que conheço, o Sr. Presidente da ANTK pode ter
alguns defeitos, mas é seguramente pessoa de boas contas. Então temos dinheiro.
Não tenho qualquer recibo dos meus pagamentos, mas acredito que o dinheiro está
lá.
É verdade as coisas
funcionam de forma manuscrita, e o Sr. Presidente tinha lá algumas folhas. Mas
ele tem um fixeiro da JKF GOJU KAI onde tem muito bem cadastrados os membros
da JKF. Houve uma altura que algumas pessoas tinham “necessidade” de
graduações, hoje mais de um milhar de treinadores tem necessidades prementes de
ter uma associação de classe forte.
Parafraseando
Pedro Abrunhosa, vamos fazer o que ainda
não foi feito.
Embora
algumas pessoas só consigam trabalhar em palco e com os holofotes virados para
si, eu não me importo de ajudar nos bastidos e até de sujar as mãos. Agora que nós
temos de ter uma atitude construtiva para pôr a ANTK a funcionar, lá isso
temos.
Não
podemos é ficar parados a apontar o que o outro não fez. Temos é de dizer o que podemos fazer.
Por mim, creio ter sido o segundo a reunir
vários estilos a competir em Portugal (da primeira vez que tinha acontecido
ficaram mais divididos à saída do que estavam à entrada).
Sujeitei-me
a ser raptado para se constituir a FPK ou a FPKDA (e ainda por cima o carro que me
transportava deitava mais fumo para o banco de trás do que pelo escape).
Quando a
FNK-P se estava a colapsar financeiramente, contribuí com um perdão de dívida de
270 contos (informando que aquele seria o último perdão).
Outras
pessoas fizeram coisas muito mais importantes. Estou seguro que continuarão a
fazê-lo - refiro-me concretamente ao atual
presidente da ANTK, a ti, Armando Inocentes, que tens neste momento uma série de ideias para a
ANTK muito interessante, e estou em crer que temos muita gente competente e de
boa fé disponível para trabalhar em prol do karate em geral e da ANTK em
particular. A entrada em vigor da nova lei de bases do desporto e do exercício
físico vai obrigar-nos a ter uma associação de classe que funcione.
António
dos Santos, 6º Dan
Treinador de grau IV
Presidente
da APGKK