Há uma linha muito ténue entre o político e o dirigente desportivo... Não, não é pelo facto de muitos dirigentes desportivos terem sido políticos, ou de muitos políticos terem sido dirigentes desportivos!
É apenas por um simples facto: em Portugal, em qualquer uma destas ocupações, poucos são profissionais e menos ainda os bem preparados para desempenharem essas funções.
Há pouco tempo, a Federação Portuguesa de Atletismo divulgava quatro decisões do seu Conselho de Disciplina castigando quatro fundistas por casos direta ou indiretamente ligados ao chamado «doping». Arons de Carvalho perguntava: "Mas serão os atletas os principais culpados? (...) Desde 2011 já foram suspensos seis dos principais fundistas nacionais, por EPO ou devido ao passaporte biológico. Quem esteve por trás deles?" (Record, 18.07.2013, p. 28).
Há pouco tempo, a Federação Portuguesa de Atletismo divulgava quatro decisões do seu Conselho de Disciplina castigando quatro fundistas por casos direta ou indiretamente ligados ao chamado «doping». Arons de Carvalho perguntava: "Mas serão os atletas os principais culpados? (...) Desde 2011 já foram suspensos seis dos principais fundistas nacionais, por EPO ou devido ao passaporte biológico. Quem esteve por trás deles?" (Record, 18.07.2013, p. 28).
Os atiradores portugueses que vão aos Mundiais de esgrima, vão participar sem qualquer apoio federativo... o que também já se verificou no Karate, com famílias a pagarem as despesas de quem foi representar o País!
Nos Mundiais de atletismo a realizarem-se em Moscovo, a comitiva portuguesa é composta por doze atletas e... sete treinadores! Entretanto o departamento médico da FPA demite-se em bloco. Motivo: cortes financeiros sem orientação e pedidos para trabalhar de "borla"!
Verifica-se assim que o problema não será só da malfadada crise... o problema reside numa gestão de meios e de recursos humanos por parte de amadores!
Mas, tal como dizia Jenny Candeias em «A Bola» (26.02.2013, p. 38), "aumenta o apetite por cargos no desporto. Neste, como nas autarquias, clubes e associações. Para os inteligentes, o desporto passou a ser trampolim para novos vôos. Para os medíocres, prémio de consolação. Mas, curiosamente, afastando cada vez mais aqueles de quem se esperaria vontade, prestígio e coragem para o dirigir."
Mas, tal como dizia Jenny Candeias em «A Bola» (26.02.2013, p. 38), "aumenta o apetite por cargos no desporto. Neste, como nas autarquias, clubes e associações. Para os inteligentes, o desporto passou a ser trampolim para novos vôos. Para os medíocres, prémio de consolação. Mas, curiosamente, afastando cada vez mais aqueles de quem se esperaria vontade, prestígio e coragem para o dirigir."




















