sábado, 22 de março de 2014

Demonstração nos BVAMM

Alguns apontamentos sobre a demonstração nos Bombeiros Voluntários de Algueirão - Mem Martins no passado dia 15 de Março...






domingo, 9 de março de 2014

Duas hipóteses

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As organizações são feitas por pessoas... e provavelmente se há algumas pessoas que servem essas organização também haverá outras que se servem delas!

Vem isto a propósito de eventuais e futuras eleições da FNK-P. 

Em relação à primeira hipótese acima apresentada, a renovação dos quadros federativos teria de ser global - restaria saber se haveria pessoas dispostas a isso, pois essas de certeza que já deram conta que "se pode tosquiar uma ovelha várias vezes mas só se pode esfolá-la uma vez". E parece que a ovelha já foi esfolada!

Relativamente à segunda hipótese acima formulada, talvez a melhor maneira seja não se fazer nada e, como crocodilos há muitos, bastará alguém colocar-se às costas dos crocodilos já existentes e ficar tudo na mesma! 


Aqueles que desejarem servir esta organização terão como tarefa prioritária e inicial definir o modelo de gestão da FNK-P... e começarão por aí! Aqueles que continuarem a servir-se dela reproduzirão logo de imediato aquilo que a mesma tem feito!


Aguardemos...

segunda-feira, 3 de março de 2014

domingo, 23 de fevereiro de 2014


Uma análise sobre o recente Europeu

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Após a euforia de alguns e após o desalento de outros, depois de algumas reações a quente - tanto favoráveis como menos abonatórias - convém fazer-se uma análise lúcida e fria ao recente Campeonato Europeu de Karate de cadetes, juniores e sub-21 realizado em Lisboa e organizado pela FNK-P.

Sem dúvida de parabéns a nossa Federação pelo trabalho organizativo apresentado. Sem dúvida de parabéns a equipa técnica e os competidores pelos resultados alcançados. Igualmente sem dúvida de parabéns a comissão organizadora, a equipa médica, todo o staff de apoio, as relações públicas, os nossos sete árbitros presentes, e, por último, todo o público nacional e estrangeiro que preencheu as bancadas.


"É um marco histórico para o karate português", afirmou na altura o presidente da Federação Nacional de Karaté - Portugal (FNK-P), Jorge Perestrelo. Sem dúvida!

Mas compararmos o Europeu de 1992 com o Europeu de 2014, como alguns pretenderam fazer,  é comparar o incomparável. Tanto em termos de resultados desportivos como em termos de pessoas não praticantes presentes. Se os primeiros foram melhores, temos a ideia que os segundos nem por isso.

E o que há que analisar construtivamente, é aquilo que há a melhorar... 

No campo competitivo muito há a fazer, mas sem dúvida que muito se tem feito. Alguns interrogaram se do melhor modo! Mas como sempre, o confronto direto no lugar próprio nunca acontece...

E para além do facto de ser lamentável vermos a bandeira portuguesa erradamente hasteada no pavilhão ao lado da bandeira da entidade mundial que dirige o karate, lamentavel também que desde a 2ª circular, passando pelo centro comercial Vasco da Gama, até à entrada do Meo Arena, não tivéssemos vislumbrado um único cartaz ou um único outdoor relativo ao evento...


Uma organização de vulto que cumpriu os seus objetivos! Como já se disse aqui, "a montra é importante, a exposição essencial, mas à custa de quê? " É isso que nos falta saber, até porque se aproximam novas eleiçoes na FNK-P.  

Convém não esquecer que glória presente não justifica os erros passados... nem desculpará os futuros!
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sábado, 1 de fevereiro de 2014

Dois destaques

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Invariavelmente compro «A Bola» à 3ª feira para ler as crónicas de António Simões, de Sidónio Serpa e de Manuel Martins de Sá. Mas desta vez, no número de 28 de janeiro, o destaque vai para a crónica de Hermínio Loureiro e para o Editorial de Vítor Serpa.

Para o primeiro quando afirma (p. 2) que "precisamos de avaliar, discutir e decidir. O primeiro documento deve ser o regime jurídico das federações desportivas."

Para o segundo porque constata (p. 40) que os Jogos Olímpicos de Inverno em Sochi e o Mundial de futebol de 2018, ambos na Rússia, revelam que os interesses económicos estão acima de todos os interesses.

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sábado, 25 de janeiro de 2014

Estratégias...

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Há três maneiras de se estar na vida: ou juntando-se aos inimigos quando não se podem vencer estes, agradando-se a gregos e não a troianos ou agradando-se a troianos e não a gregos.

Mas há pessoas que conseguem conviver com elas próprias… e conseguem agradar a gregos e a troianos!

Se por um lado falta no nosso Karate exigência e espírito crítico aberto, por outro lado abunda a hipocrisia e a promiscuidade…

Um dos problemas há muito está identificado, a partir do momento em que se constata que uma só pessoa pode ser em simultâneo competidor de alto nível, treinador e árbitro… O facto de não termos uma carreira única de treinador e uma outra de árbitro – para não falar de uma outra em que felizmente há indivíduos que se dedicaram única e exclusivamente à competição.

Outro dos problemas, igualmente há muito constatado, reside no facto de poucos saberem de muito e muitos saberem tão pouco… do que se passa e conforme se passa. Não há transparência, não há esclarecimento, não há abertura, principalmente quando nem sequer as associações (sócias) estão representadas nas Assembleias Gerais da Federação…

O corporativismo reinante está expresso na acumulação de cargos: veja-se por exemplo quais as funções que os elementos da direcção da Associação Nacional de Treinadores de Karate desempenham na própria Federação… Não temos uma associação de classe que permita defender os interesses dos treinadores – daí que eles próprios, todos formadores, sejam remunerados como formadores, enquanto os Tutores de Estágio trabalham pro bono!

Mas o sistema instalado assim permanecerá, até porque muitos daqueles que criticam, alguns até construtivamente, muitos daqueles que discordam, muitos daqueles que verificam que as coisas não correm como deveriam correr, estão “indignados até à medula, mas paralíticos até ao tutano”*.

Aproxima-se um Campeonato Europeu organizado por e em Portugal… a montra é importante, a exposição essencial, mas à custa de quê? Pouco importa às pessoas saber que têm os seus direitos reconhecidos em princípio, se o exercício dos mesmos lhes é negado na prática – os Presidentes das Associações (pelo menos!) há muito que deveriam ter dado conta disso, a não ser que se tenham juntado aos inimigos por não os poderem vencer… ou por desejarem agradar a gregos e a troianos... Quanto aos treinadores (e aqui não distinguimos treinadores de mestres!) o relacionamento entre a sua medula e o seu tutano obviamente não é o melhor!


Tudo isto me faz lembrar Maquiavel (e cito de memória): como é perigoso libertar um povo que prefere a escravidão…




* Frase de Nuno Ferreira, no seu mural do facebook, através de Paulo Guinote.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Os "yes man"!

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Peter Druker, num dos seus livros, usa a imagem do camponês que todos os anos lança as sementes à terra mesmo sabendo que muitas delas nunca germinarão, mas ele nunca desiste... pois sabe que algumas (nem que seja só uma) delas frutificarão. E já Confúcio nos dizia que "não são as más ervas que matam a semente boa mas sim a negligência do camponês".

Telefonou-me há dias um amigo mais ou menos com estas palavras: eles dizem que é verdade, que tens razão, mas não fazem nada, mais ninguém dá a cara!

Arlindo Figueiredo, Karateka dos tempos de antanho, perguntava na sua página do facebook apresentando um vídeo de Jūdō: "Jūdō já foi assim, o Karate está a deixar de ser. Que futuro para o Karate?"

Fácil a resposta: enquanto todos os que comem da mesma gamela continuarem a comer da dita cuja, o karate não terá futuro, nem cá dentro nem lá fora! Enquanto os que se insurgem o fizerem só à socapa sem se sentirem responsáveis e continuarem a ter medo (ou falta de coragem) dos que comem da tal gamela, o nosso karate não terá futuro!


Enquanto se criticar em conversas de bastidores mas depois se dizer ámen a tudo para se continuarem a defender alguns poucos previlégios de certas coutadas, os "yes man" não permitirão que o nosso Karate tenha futuro!

Enquanto projetos alternativos não sairem à luz do dia por receio de se modificar o status quo, só se modificará o que se pretender que fique na mesma...

                                                                                             アルマンド  イノセンテス

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014


As duas espécies de praticantes...

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É normal no final de um ano civil fazer-se o balanço desse mesmo ano. Fazer-se o balanço de 40 anos de Karate-Dō é muito mais difícil e complicado... mas talvez nem valha a pena fazer esse balanço!

Todos nós caminhamos para o fim da vida. Todos nós vivemos de recordações. Mas parece-me que o mais importante será preocuparmo-nos não com o passado, não com o futuro, mas sim com o presente e com as sementes que por cá deixaremos. Porque aquilo que fazemos sobre nós recai!... 


Mas um momento de reflexão não fará mal a ninguém... principalmente quando após a organização e realização de um Festival de Artes Marciais se chega à conclusão que existem duas espécies de praticantes nas mesmas: aqueles que singraram por si prórpios ao longo da vida, que realizaram esforços enormes para se irem superando dia a dia e que podem até nem ser bons praticantes mas que demonstram possuir valores, que respeitam para serem respeitados e que são dignos daquilo que fazem; e aqueles que nunca tiveram dificuldades em pagar a mensalidade do dōjō, que sempre encontraram tudo feito, a quem sempre facilitaram a vida e que poucas ou nenhumas dificuldades encontraram ao longo da vida para chegarem ao mesmo patamar onde chegaram os outros, enfim, aqueles que em vez de servirem as Artes Marciais se servem delas!

E se "a ausência de evidência não significa necessariamente a evidência de ausência", já não é tão ausente o facto de estes últimos serem aqueles que mais propalam o Dōjōkun em vez de o praticarem!

Isto porque dos vários convites enviados para participarem no dito Festival, alguns nem resposta obtiveram... 


Mas houve um conjunto de praticantes e alguns experts, uns sacrificando o seu domingo, outros a sua família, outros ainda que decidiram fazer cerca de 500 quilómetros para estarem presentes, que marcaram a sua posição. Solidários com dois amigos que comemoravam 40 anos de Karate-Dō, compareceram! E, solidários, mostraram o seu respeito e a sua amizade para com estes, os quais por sua vez retribuíram... De realçar ainda aqueles que marcaram presença nas bancadas num incondicional apoio!!!


Vivemos uma época em que, para certos indivíduos, é mais fácil olhar para o seu próprio umbigo que para o horizonte (talvez uma questão de distância!). Vivemos uma época em que, para certos indivíduos, é mais fácil ser falso e hipócrita (talvez uma questão de oportunidade!). Mas como dizia Anton Tchekhov, "eles são honestos: não mentem sem necessidade." 

Aliás, já nos vamos habituando a que a hipocrisia e a falsidade não possuam medo de sair à rua a qualquer momento... de cara destapada! 

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Festival de Artes Marciais

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Realizou-se no passado dia 15 de dezembro o Festival de Artes Marciais organizado pela PGKS e pela OGKK, no qual se pretendeu juntar um grupo de velhos amigos que têm percorrido um caminho quase juntos...

Comemorei os meus 40 anos de prática de Karate, aos quais se associou o meu amigo João Coutinho, igualmente aniversariante no mesmo número de anos... (conhecemo-nos por volta de 1984!) e o único comentário que posso fazer é o seguinte: foi fantástico, foi um dia em que me senti feliz!

O Nuno Guedes, meu aluno enquanto criança e que vim a encontrar quase 30 anos depois dedicado ao Jō‎ e ao Iaidō juntamente com o grupo do Zenshinkan (João Maia, João Pires e Diogo Paulo entre outros)... O António Santos, da Figueira da Foz (APGKK), companheiro de velhas e antigas andanças, com um extraordinário grupo... o Cláudio Conde, o homem que me desafiou para o Karate Demo Team... esse enorme competidor, o Nuno Dias, a única medalha de bronze em europeus séniores e pentacampeão do mundo de Shukokai... os homens da JIP - Leonardo Pereira, João Patrício e Álvaro Santos - amigos de longa data... o José Ramalho, que levei para o Karate e que chegou onde chegou... o Filipe Chamorro, colega do curso de treinadores em 1987... e, quase por fim, o Pedro Martin González, do Kenshinkai de Badajoz, que juntamente com a María Lobato Carrasco, o Juan Moreno Corral e o Javier Martin fizeram propositadamente cerca de 250 Km (só para vir, pois depois ainda tiveram o regresso) para estarem presentes... Amigos para com os quais ficarei eternamente em dívida!

Por último, uma referência a uma pessoa a quem nunca conseguirei agradecer devidamente e que sigo há 32 anos: Ryoichi Onaga Sensei!




A comparência da minha equipa campeã nacional de Kata em 1993 (Carlos Pereira, Paulo Antunes e Marco Rodrigues) foi uma alegria... Sinal de que, apesar de já não praticarem,  algo ficou! 

Gostaria de agradecer também a presença de inúmeros amigos nas bancadas, de familiares e de pais de alunos meus, tal como o seu contributo para que a viagem de finalistas a Londres dos alunos do 9º1 da EB 2/3 Visconde de Juromenha seja uma realidade...

O meu muito obrigado também a todo o meu staff de apoio, em especial à Cristina...

Todos, mas todos, os presentes, foram inexcedíveis! Tenho a noção da minha dívida de gratidão!!!

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

32 anos a aprender...

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Ao fazer 40 anos de prática de Karate, posso dizer que sim, que são de facto 32 anos a aprender com este Senhor... Ryoichi Onaga Sensei, Hanshi, 9º dan, representante da OGKK para toda a Europa.


Realizou-se no passado fim de semana, 14 e 15 de dezembro, mais um Estágio Nacional da PGKS. Aberto não só a praticantes desta Associação, destacamos a presença de António Santos, da APGKK, com um numeroso grupo proveniente da Figueira da Foz, de Leonardo Pereira e de João Patrício, ambos da JIP, tal como de Pedro Martin González, do Kenshinkan Dōjō de Badajoz...


Vivido em peno convívio, podemos afirmar que mais uma vez este Estágio foi um sucesso graças às qulidades técnicas, pedagógicas e humanas do Sensei Ryoichi Onaga. A todos os presentes, alunos e companheiros de longa data, o nosso obrigado! Repetiremos no próximo ano!!!

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Bajular... ou não bajular...

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Arístipos, de Cirene, filósofo adepto do prazer como único bem  na vida, vivia sempre bajulando o Rei. Estava Diógenes jantando um prato de lentilhas, quando Arístipos  se aproximou.   

Disse Arístipos a Diógenes:
- Se aprendesses a bajular o Rei, não precisarias de comer sempre um prato de  lentilhas.

Diógenes  replicou:
- E tu, se tivesses aprendido a passares sempre com um prato de lentilhas, não precisarias de passar a vida a bajular o Rei.

Santana Castilho, "Uma pirueta de vergonha", facebook, 03.12.2013.


sábado, 30 de novembro de 2013

Comemorar 40 anos de karategi...

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Caros(as) amigos(as):

Atingi este ano, a 3 de outubro, 40 anos de prática de Karate-Dō. Representam uma vida... de karategi vestido quase todos os dias! 

Vamos comemorar estes 40 anos com um Festival de Artes Marciais no próximo dia 15 de Dezembro (18.00h, EB 2/3 Mestre Domingos Saraiva, Algueirão), pelo que apelo à vossa presença, assim como dos vossos familiares e amigos. 

Compareçam! Reservem a data pois faltam apenas 15 dias...





Fácil chegar lá... e encontarmo-nos!



domingo, 17 de novembro de 2013

Tutores de estágio vão trabalhar gratuitamente!

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No seguimento da reunião realizada ontem na FMH com os tutores de Estágio do Curso de Treinadores de Karate de Grau I penso que ficou clara toda a futura conjuntura e resta-me dizer que lamento esta situação vergonhosa.

Nunca em anos anteriores se passou por isto...

Estamos a ser vítimas de uma chantagem emocional: os formandos são nossos alunos, e como tal não os vamos abandonar... queremos mais treinadores nas nossas associações e precisamos deles... e é precisamente com isso que se joga em troco de um rebuçado de créditos para o nosso título de treinador!

Mas é conveniente que fique claro que os preços dos cursos aumentaram porque aumentava a carga horária dos mesmos - e foram eles (os candidatos a treinador) que pagaram 300 Euros cada um!

É conveniente que fique claro que 160 formandos (candidatos a treinador de grau I) contribuiram com 48.000 Euros para a Federação...

É conveniente que fique claro que o IPDJ não é a entidade formadora (logo, não é este que tem de pagar aos formadores e tutores) - a entidade formadora é a FNK-P. Por isso mesmo esta recebe verbas do mesmo para a formação de treinadores através de contratos-programa.

Não se paga aos tutores? Não duvido que somos capazes de trabalhar segundo um "regime de voluntariado"... mas quando há formadores da FNK-P (os que ministraram o curso) a receberem eventualmente 30 ou 40 € por hora? Temos formadores de 1ª e formadores de 2ª!!!!!! Ou os tutores não são formadores?

Que se tome consciência de que se abriu um precedente... e que somos coniventes com ele!

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Malditas estatísticas!

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Do recente Campeonato do Mundo de cadetes e juniores disputado em Guadalajara, respingamos os resultados dos países (em medalhas) que se apresentaram com comitivas de 29, 28 e 27 competidores:

Japão (6 de ouro, 4 de prata e 2 de bronze) e Eslováquia (1 de ouro, 2 de prata e 3 de bronze) apresentaram-se com 29 competidores...

Com 28 competidores pesentes a França (3 de ouro, 7 de prata e 1 de bronze), a Ucrânia (1 de ouro, 1 de prata e 3 de bronze) e Portugal (sem medalhas!!!)...

Hungria e Inglaterra participaram com 27 competidores. A primeira obteve 1 medalha de ouro e 3 de bronze, enquanto a segunda levou para casa apenas 1 medalha de bronze...

Malditas estatísticas!

sábado, 26 de outubro de 2013

"TROLLS" e "FANBOYS" do Karatedō.

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Não é novidade para ninguém que ainda há muita coisa errada sendo transmitida como correta no mundo do Karatedō.

O grande problema desta questão está no facto de que não menos considerável é o número de pessoas que defendem o errado com unhas e dentes. A este tipo de atitude, no mundo dos vídeo-jogos, criou-se uma classificação para identificar determinados jogadores como "trolls" e "fanboys". 

A diferença entre o "troll" e o "fanboy" é que o "troll" não está interessado em fazer nada de jeito, a não ser incomodar os outros, sem que ganhe ou partilhe qualquer cosia útil com os demais... a não ser a própria satisfação de "chatear" ou simplesmente "incomodar" quem tem a infelicidade de cruzar o seu caminho. 

Por sua vez, o "fanboy" é aquele jogador que considera um jogo, uma empresa específica de jogos como sendo "a melhor do mundo" e vai aos limites extremos para fazer valer o seus pontos de vista - sempre restritos ao jogo ou marca que utilizam e cegos em relação às demais empresas ou jogos.

Esta analogia pode ser facilmente aplicada no mundo do Karatedō, onde temos os mesmos "trolls" que não querem saber de aumentar o seu conhecimento, achando que o que sabem já é o suficiente e, a partir deste ponto entram em forums, facebooks e blogs apenas para incomodar os outros sem trazer nada de útil à discussão e onde temos também os "fanboys" que consideram as suas escolas, os seus estilos, os seus mestres fundadores "os melhores do mundo", sendo estes quase elevados à categoria de "santos" ou "deuses".

Esta questão é facilmente verificável quando Miyagi Chōjun Sensei e Mabuni Kenwa Sensei colocam em causa as classificações dos Kata feitas por Funakoshi Gichin Sensei, mostrando as discrepâncias nos livros publicados pelo próprio Funakoshi Sensei, dizendo que tais classificações não existiam em Okinawa antes da ida do Karatedō para o Japão, sendo estas "invenções" de Funakoshi Sensei! O problema é que... Miyagi e Mabuni Sensei têm razão!

Os "fanboys" de Funakoshi Sensei acham um "sacrilégio" ou "heresia" alguém duvidar da idoneidade do seu mestre fundador (mesmo que sejam outros mestres fundadores de outros estilos que, por incrível que pareça, fundamentaram as suas desconfianças baseadas nas inconsistências das obras do próprio Funakoshi Sensei) e começam a lançar ataques desesperados e disparatados em todas as direções, tentando provar e comprovar o quão "perfeito" era o seu mestre.

O que os "fanboys" esquecem é que os mestres fundadores eram - antes de mais nada - seres humanos e, sendo seres humanos, também erravam!

Mas... para o "fanboy", "o mestre nunca errou", o "estilo é inquestionável"! 

E, sendo assim, o que vinha errado dos tempos antigos, vai continuar errado... "PORQUE O MESTRE DISSE QUE ERA ASSIM"!

Para o "fanboy", a utilização do cérebro fica relegada para segundo plano e "pesquisar o estilo que se pratica" é algo que não se faz "porque pode por em causa os ensinamentos do mestre fundador".

Esta idolatria desmedida, quase às raias da insanidade, e a falta de discernimento entre o "santo" e o "ser humano" no que diz respeito aos antigos mestres de Okinawa continuarão a impedir que se tenha uma visão mais correta do mundo do Karatedō e uma possível correção de muita informação como um todo.

Entre tantos fatores, a pesquisa, com base em fontes diversas, deveria ser uma característica dos tempos modernos, de pessoas mais esclarecidas... Mas, novamente, não é isto que ocorre na realidade.

«Eu uso "traduções rigorosas" para fundamentar esta ou aquela informação...»

Permitam-me lançar uma questão sobre "traduções rigorosas": se o idioma japonês utiliza "ideogramas" na sua escrita, sendo "ideogramas" a "representação de ideias" e sendo as "ideias" diferentes para cada indivíduo, podemos dizer que existe uma "tradução rigorosa" quando não sabemos o que pensava o autor exatamente? 

Sem ter necessidade de muito esforço mental, pode-se afirmar que "traduções rigorosas" em se tratando do idioma japonês, na melhor das hipóteses, quer dizer que a tradução foi feita o mais próximo do contexto possível. Por quê? Porque, além de usar ideogramas, o idioma japonês é contextual, ou seja, depende do contexto do que se está a expressar.

Assim, quando lemos "traduções" é quase 100% certo que algumas coisas serão perdidas do original japonês, quer pela falta de correspondência na linguagem estrangeira, pela má tradução (por causa dos ideogramas e ideias) ou pela má interpretação (devido aos erros de contexto).

Portanto, como pode ser visto, o desenvolvimento do Karatedō tem vários aspectos: políticos, sociais, regionais etc.. Contudo, se não levarmos em consideração que a pesquisa aprofundada, sem idolatrias desmedidas ou preconceitos, baseada na pluraridade de fontes e fatos verificáveis, então a única hipótese que o Karatedō teria para se afirmar como verdadeira arte marcial foi em vão... e mesmo para isto, não há a necessidade de "trolls" ou "fanboys".


Cortesia de Joseverson Goulart, a quem agradeço a amabilidade.

domingo, 6 de outubro de 2013

O bem e o mal

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O Bem e o mal, o Governo e o provedor da Ética no Desporto

(crónica do Prof. José Manuel Meirim no jornal «Público» de 29 de setembro de 2013, página 49)

1. Na sequência do ocorrido no final do jogo entre o Vitória de Guimarães e o Benfica, este infeliz país assistiu – dirão alguns que não – a uma explosão mediática que se projectou no quotidiano de todos os portugueses. Agora que os procedimentos, disciplinares e criminais, iniciaram o seu percurso, com a garantia da defesa do arguido, é tempo de «fechar» ou pelo menos suspender os fluxos de informação e de contrainformação. Pela nossa parte, deixamos três registos “finais”.
2. Em primeiro lugar, temos para nós que, no futebol e na restante vivência social, o «mal» e o «bem» não se guiam por qualquer ponto cardeal. Não há um “eixo do mal” a Norte e uma “linha da verdade” ou da ética a Oeste ou a Leste. O mal e o bem repartem-se pelo todo e tanto se localizam ao Norte, a Leste, a Oeste ou no Sul. Por outro lado, a meu ver, só há duas formas de vencer o mal: praticando o bem (em resposta ao mal) ou, em pura lógica, agir sempre pior que o «mal». O que verdadeiramente me perturba é o discurso do bem e a ação que, nos momentos determinantes, não o respeita. Dessa forma, é bem sabido, não se vence o “eixo do mal”.
3. Independentemente até do juízo jurídico que se faça sobre o ocorrido, a verdade é que os agentes de segurança pública se viram confrontados com algo realmente perturbador da sua ação.
Durante os dias que se seguiram nem uma palavra, diria mesmo um suspiro, se ouviu do Governo. O Ministro da Administração Interna e o Secretário de Estado da Juventude e do Desporto remeteram-se a um silêncio confortável, ainda para mais em semana eleitoral.
Ministro e Secretário de Estado que sempre se recheiam de palavras sobre a ética desportiva, a prevenção e o combate à violência no desporto. Membros do Governo esses claramente empenhados em mais um rejuvenescimento de uma ineficaz lei do combate à violência, ao racismo, à xenofobia e à intolerância nos espetáculos desportivos, de forma a possibilitar a realização dos mesmos com segurança, operado no passado dia 25 de Julho. Ministro esse que tornou obrigatória a presença das forças policiais nas competições profissionais de futebol.
4. O Plano Nacional de Ética no Desporto tem até um Provedor da Ética no Desporto, nomeado pelo Governo. Na actualidade o cargo é desempenhado pelo Professor Manuel Sérgio que, na página da Internet, tem uma mensagem ao mundo do desporto, desde o dia 15 de Setembro, intitulada “O Desporto em que eu acredito”. Entre muitas afirmações das suas convicções em prol de um desporto ético, retiramos estas duas: “Este é o Desporto em que eu acredito. Para ele, vale mais uma lágrima humana do que todos os campeonatos e taças do mundo. Ele não se ocupa só do estudo dos meios, esquecendo os fins, e por isso não tem por si as letras grandes das páginas dos jornais, nem os noticiários mais escutados da rádio e da televisão, nem as redes de mundialização mediática”; “Não pode esperar-se dos cultivadores de um clubismo ou regionalismo doentios, nem de nefastos manipuladores da opinião pública, que reconheçam na Ética lugar imprescindível, na prática desportiva. Os nossos jovens têm direito a este banho de verdade, que deve abranger todo o sistema educativo nacional: Sem Ética, não há Desporto”. Nove dias depois, o Professor Manuel Sérgio em declarações públicas à Rádio Renascença entendeu pronunciar-se sobre “o caso” nos seguintes termos: “não tem valor nenhum” e é “para morrer”; “quando nos agarramos em demasia a um caso como este, é porque não temos coisas importantes a tratar. Aquilo não tem importância nenhuma”.
5. Se o “bem” se comporta assim, então o “eixo do mal”, esteja em que ponto cardeal esteja, vive ainda melhor e só pode proliferar. 





sábado, 5 de outubro de 2013

3.out.1973 - 3.out.2013: 40 anos são muitos anos...

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Quem diria?
Alguma vez o jovem imaginaria, no primeiro dia em que envergou um karategi, que 40 anos depois ainda o continuaria a envergar? Não, nem tal lhe passou sequer pela cabeça!



Mas o que é certo é que por cá continua!

domingo, 22 de setembro de 2013

Falem-me em "tradicional"...

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Com a cortesia de Joséverson Goulart, a quem agradeço, uma questão pertinente...


Mas só há uma resposta: o Gōjū-Ryū !!! Na linha de Chōjun Miyagi e de Eiichi Miyazato temos a Okinawa Gōjū-Ryū Karate-Dō Kyōkai (沖縄剛柔流空手道協会)... aliás o Presidente da Federação de Karate de Okinawa, Sensei Teruya, é desta associação!!!

domingo, 1 de setembro de 2013

As duas espécies de praticantes...


É normal no final de um ano civil fazer-se o balanço desse mesmo ano. Fazer-se o balanço de 40 anos de Karate-Dō é muito mais difícil e complicado... mas talvez nem valha a pena fazer esse balanço!

Todos nós caminhamos para o fim da vida. Todos nós vivemos de recordações. Mas parece-me que o mais importante será preocuparmo-nos não com o passado, não com o futuro, mas sim com o presente e com as sementes que por cá deixaremos. Porque aquilo que fazemos sobre nós recai!... 


Mas um momento de reflexão não fará mal a ninguém... principalmente quando após a organização e realização de um Festival de Artes Marciais se chega à conclusão que existem duas espécies de praticantes nas mesmas: aqueles que singraram por si prórpios ao longo da vida, que realizaram esforços enormes para se irem superando dia a dia e que podem até nem ser bons praticantes mas que demonstram possuir valores, que respeitam para serem respeitados e que são dignos daquilo que fazem; e aqueles que nunca tiveram dificuldades em pagar a mensalidade do dōjō, que sempre encontraram tudo feito, a quem sempre facilitaram a vida e que poucas ou nenhumas dificuldades encontraram ao longo da vida para chegarem ao mesmo patamar onde chegaram os outros, enfim, aqueles que em vez de servirem as Artes Marciais se servem delas!

E se "a ausência de evidência não significa necessariamente a evidência de ausência", já não é tão ausente o facto de estes últimos serem aqueles que mais propalam o Dōjōkun em vez de o praticarem!

Isto porque dos vários convites enviados para participarem no dito Festival, alguns nem resposta obtiveram... 


Mas houve um conjunto de praticantes e alguns experts, uns sacrificando o seu domingo, outros a sua família, outros ainda que decidiram fazer cerca de 500 quilómetros para estarem presentes, que marcaram a sua posição. Solidários com dois amigos que comemoravam 40 anos de Karate-Dō, compareceram! E, solidários, mostraram o seu respeito e a sua amizade para com estes, os quais por sua vez retribuíram... De realçar ainda aqueles que marcaram presença nas bancadas num incondicional apoio!!!


Vivemos uma época em que, para certos indivíduos, é mais fácil olhar para o seu próprio umbigo que para o horizonte (talvez uma questão de distância!). Vivemos uma época em que, para certos indivíduos, é mais fácil ser falso e hipócrita (talvez uma questão de oportunidade!). Mas como dizia Anton Tchekhov, "eles são honestos: não mentem sem necessidade." 

Aliás, já nos vamos habituando a que a hipocrisia e a falsidade não possuam medo de sair à rua a qualquer momento... de cara destapada! 

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Analisar os resultados de uma seleção nacional

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Analisar uma modalidade sem a comparar com outras é analisar nada... principalmente em termos de alta competição. Mas vamos correr esse risco analisando o Atletismo, ou não, se o quisermos comparar com o Karate!
Nos recentes Mundiais de Atletismo, em Moscovo, uma seleção constituída por 12 atletas nenhuma medalha conquistou (sim, houve um 4º lugar e um outro entre os 8 primeiros!)... 
Há 6 campeonatos do Mundo de Atletismo em pista de onde Portugal veio sem medalhas... e repare-se que em Helsínquia 1983, Portugal participou com 11 atletas, em Tóquio 1991 com 23 atletas, em Sevilha 1999 com 25 atletas, em Paris 2003 com 14 atletas, em Daegu 2011 com 24 atletas...
Helsínquia 1983, Paris 2003 e agora, Moscovo 2013, são as comitivas mais pequenas (11, 14 e 12 atletas). Em todo os outros Mundiais, as seleções foram constituídas por 20 ou mais atletas e em todos eles houve medalhados. 
Daqui poderemos à primeira vista inferir que:
- quanto maior é a comitiva mais probabilidades há de se obterem medalhas: muito discutível!
- quanto menor é a comitiva menor a probabilidade de se obterem medalhas: por inversa da anterior, do mesmo modo muito discutível!
Podem os resultados ser sempre analisados segundo vários critérios. Mas parece-me que o melhor de todos eles se centra na razão entre o número de participantes e número de lugares no pódio... correlacionando esta razão com as verbas dispendidas!
Já se fez essa análise no Karate?

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Uma linha muito ténue...

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Há uma linha muito ténue entre o político e o dirigente desportivo... Não, não é pelo facto de muitos dirigentes desportivos terem sido políticos, ou de muitos políticos terem sido dirigentes desportivos!

É apenas por um simples facto: em Portugal, em qualquer uma destas ocupações, poucos são profissionais e menos ainda os bem preparados para desempenharem essas funções.

Há pouco tempo, a Federação Portuguesa de Atletismo divulgava quatro decisões do seu Conselho de Disciplina castigando quatro fundistas por casos direta ou indiretamente ligados ao chamado «doping». Arons de Carvalho perguntava: "Mas serão os atletas os principais culpados? (...) Desde 2011 já foram suspensos seis dos principais fundistas nacionais, por EPO ou devido ao passaporte biológico. Quem esteve por trás  deles?" (Record, 18.07.2013, p. 28).

Os atiradores portugueses que vão aos Mundiais de esgrima, vão participar sem qualquer apoio federativo... o que também já se verificou no Karate, com famílias a pagarem as despesas de quem foi representar o País!

Nos Mundiais de atletismo a realizarem-se em Moscovo, a comitiva portuguesa é composta por doze atletas e... sete treinadores! Entretanto o departamento médico da FPA demite-se em bloco. Motivo: cortes financeiros sem orientação e pedidos para trabalhar de "borla"!

Verifica-se assim que o problema não será só da malfadada crise... o problema reside numa gestão de meios e de recursos humanos por parte de amadores!

Mas, tal como dizia Jenny Candeias em «A Bola» (26.02.2013, p. 38), "aumenta o apetite por cargos no desporto. Neste, como nas autarquias, clubes e associações. Para os inteligentes, o desporto passou a ser trampolim para novos vôos. Para os medíocres, prémio de consolação. Mas, curiosamente, afastando cada vez mais aqueles de quem se esperaria vontade, prestígio e coragem para o dirigir."

quinta-feira, 25 de julho de 2013

A "economia" do aproveitamento

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A taxa de inscrição nos Cursos de Grau I de Treinador de Karate aumentaram de 100€ para 300€. Claro que se pode argumentar que a carga horária do curso aumentou... Mas um aumento de 200% não será exagerado? Ainda por cima depois de se aumentarem as quotas de praticante de 5€ para 10€?

Comparemos com outras Federações (em que os cursos possuem a mesma carga horária):

Curso de Grau I de Treinador de Hóquei em Patins - 150€

Curso de Grau II de Treinador de Hóquei em Patins - 250€

Curso de Grau I de Treinador de Basquetebol: 20 a 23 candidatos - 130 €; 24 a 27 candidatos - 120 €; 28 a 30 candidatos - 110 €

E eis aqui um aumento (ou dois!) que é igual ao IVA da restauração - aumentaram o IVA, fecharam restaurantes, a receita foi menor! Continua-se de olhos fechados em relação ao velhinho princípio da economia "vendo mais barato, mas vendo mais"! 

Aproveitamento de quem? E à custa de quem?