terça-feira, 31 de março de 2015

domingo, 15 de março de 2015

Balanço de um Estágio!

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Mais um estágio levado a cabo pela Portugal Gōjū-Ryū Karate-Dō Shinkōkai (葡萄牙剛柔流空手道振興会) e ministrado por Ōnaga Ryōichi Sensei (翁長良一 先生) - desta vez o 14º, apesar de o ter trazido a Portugal em 1985 e em 1986, muitos antes da formação da nossa jovem associação que este ano completa os seus 15 anos de existência.


Um estágio que ficou marcado, como sempre, pelas competências e qualidades técnicas, pedagógicas e humanas de Ōnaga Sensei, e que se pode resumir em três palavras: respeito, partilha e companheirismo.


Pela primeira vez contámos com companheiros nossos vindos de Espanha (Múrcia, Alicante e Badajoz), Bélgica (Beringen), Lituânia (Vilnius), Inglaterra (Birmingham) e Brasil (S. Paulo). A nossa casa estava representada pelo Porto, Gaia, Paredes, Matosinhos, Figueira da Foz, Portalegre, Lisboa, Benfica, Alfragide, Tapada das Mercês, Trajouce e Corroios.


Uma saudação especial para Paco Orenes Sensei, 7º Dan,  amigo de longa data, presente também pela primeira vez no nosso país. 

Foi um curto estágio no tempo, mas longo na prática e na aprendizagem. Cansativo para quem se empenhou e esgotante para quem o organizou. Mas como me disse um amigo distante através do facebook, "nas expressões faciais das fotos dá para verificar a satisfação dos karateka"!!!


E quando se reune o grupo que se reuniu, debaixo da orientação de uma pessoa de elevada craveira, o resultado só poderá ser positivo. Primeiro questionamos o Karate, depois vivemos o Karate, e, por último, o Karate interpela-nos. Como disse Milan Kundera, "o valor de um ser humano reside na sua capacidade para ir além de si próprio, de sair de dentro de si, de existir não só dentro de si como para os outros."

Dos mais novos aos mais velhos, dos menos graduados aos mais graduados, todos mostraram uma apetência enorme por absorver os conhecimentos transmitidos por Ōnaga Sensei... e a ajuda e o apoio de Paco Orenes Sensei foram inestimáveis!

Paco Orenes Sensei, Ōnaga Ryōichi Sensei e Armando Inocentes


Corroios

Lisboa e Trajouce

Figueira da Foz

Gaia, Porto, Paredes, Matosinhos e Portalegre

Vilnius, Lituânia

Birmingham, Inglaterra

Beringen, Bélgica

Múrcia, Alicante e Badajoz, Espanha
(sem Carlos Garcia, Inmaculada Gómez e Luís Garcia, já a caminho de Múrcia)

Benfica, Lisboa

Tapada das Mercês, Sintra

Os meus agradecimentos aos presentes e um abraço a todos!!!

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Sintomas no desporto - uma crónica de Sidónio Serpa

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Dada a sua relevância, com a devida vénia transcrevo a parte inicial da crónica de hoje do Prof. Sidónio Serpa, publicada no jornal «A Bola», p. 32, e intitulada "Sintomas no desporto".


O desporto, como fenómeno social, não constitui santuário onde as virtudes humanas prevaleçam sobre os mais mesquinhos defeitos. Pelo contrário, tende a ampliar tensões sociais, rivalidades malsãs, egocentrismos acríticos. Numa sociedade que estimula a ostentação e confunde o ter mais coisas - que, no contexto desportivo podem ser vitórias - com a posse de valores de dignidade, cultura, ou de respeito interpessoal, o desporto não poderia ser diverso. A ética e o desportivismo quedam-se nas palavras repetidas em mero exercício de hipocrisia, ou de ignorância quanto ao conteúdo. Talvez sejam usadas sem se perceber que são o oposto das acções que se realizam, mas a inconsciência não anula a responsabilidade.


De realçar a frase destacada na versão impressa de «A Bola»: 

A ética e o desportivismo quedam-se nas palavras repetidas em mero exercício de hipocrisia, ou de ignorância quanto ao conteúdo.


quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Estaremos lá!!!

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Ōnaga Ryōichi Sensei (翁長良一 先生) é natural de Naha, Okinawa, ilha do arquipélago Ryūkyū, ao sul do Japão, berço do Karate- , onde nasceu a 5 de Fevereiro de 1948.

Iniciou-se na prática do Okinawa Gōjū-Ryū Karate-Dō aos 16 anos, sob a orientação do Sensei Eiichi Miyazato, o sucessor do fundador do nosso estilo, Sensei Chōjun Miyagi

Treinando intensa e diariamente (por vezes chegando a treinar durante oito horas por dia), empenhando-se totalmente, adquire uma técnica excepcional, rápida, forte e correcta, chegando apenas em três anos a 1º Dan - aos 19 anos.


Já com a graduação de 4º Dan, é indicado para representar o nosso estilo em Espanha. A 12 de Setembro de 1972 chega a Múrcia, radicando-se nesta cidade. Em Fevereiro de 1973 inaugura o seu primeiro dojo - em Vista Alegre - e em 1977 cria a Associación Okinawa Gōjū-Ryū Karate-Dō de España, formada por vários dōjō em diferentes localidades deste país, onde forma uma boa quantidade de excepcionais karateka - basta apontar que em 2001 dois dos seus alunos conquistaram os 4º e 5º lugares no campeonato do mundo em Okinawa. 

Ao largo da sua trajectória, Ōnaga Sensei formou numerosos instrutores que hoje em dia se encontram reconhecidos a nível internacional, os quais por sua vez, e sempre debaixo da sua supervisão, repartem o seu ensino por toda a Europa e até por países da América.


Dentro do dōjō,  Ōnaga Sensei (que não prescinde do seu próprio treino de três horas durante três dias por semana) demonstra uma velocidade de execução das técnicas, um trabalho de ancas e a utilização de todo o corpo como um bloco de um modo impressionante. A sua execução da Kata, de qualquer Kata, é irrepreensível...

Adepto da perfeição técnica, aliada à dureza e flexibilidade que caracterizam o nosso estilo, Ōnaga Sensei dá relevo ao que os praticantes sabem, executam e demonstram durante os treinos, em detrimento da graduação, já que não é esta que confere a técnica a um indivíduo - e aqui revela um grande princípio.

Os seus treinos, bastante duros e intensos, desenrolam-se de uma forma exigente mas humana, dando principalmente importância ao Khion e à Kata, as quais se praticam dezenas de vezes, enfatizando a Sanchin Kata a fim de testar os praticantes. O Kumite, assim como a competição, são relegados para uma posição inferior, já que Ōnaga Sensei defende que um bom praticante tecnicamente também será um bom competidor, tendo cada um o seu estilo próprio na aplicação livre e eficaz das suas técnicas - o que revela outro grande princípio.


Tive a oportunidade de treinar pela primeira vez no dōjō de Ōnaga Sensei em Dezembro de 1981 - já lá vão 33 anos. Durante uma semana pratiquei intensamente sob a sua orientação e por ele fui graduado cinto castanho. As duas primeiras vezes que convidei Ōnaga Sensei a vir a Portugal foram respectivamente em 1985 e 1987. Variadíssimas vezes me acolheu em Múrcia para conseguir beneficiar dos seus ensinamentos. Em 1992 tive o privilégio de participar num estágio com o seu Mestre de sempre, o Sensei Miyiazato (na altura 10º Dan, falecido em 1999). A partir da fundação da Portugal Gōjū-Ryū Karate-Dō Shinkōkai (葡萄牙剛柔流空手道振興会) em 2000 - fazemos este ano 15 anos de trabalho -, todos os anos se tem deslocado a Portugal a fim de realizar um estágio e repartir os seus conhecimentos comigo e com os meus alunos. É para com este Mestre que temos um sentimento de dever, de obrigação, o que para nós é uma responsabilidade acrescida.

Ōnaga Ryōichi Sensei ostenta atualmente o título de Hanshi e a graduação de 9º Dan, dirige os destinos do nosso estilo em Espanha e representa a OGKK em toda a Europa, sendo Vice-Presidente da mesma.

Falta precisamente um mês para mais uma vez partilharmos dos ensinamentos de uma pessoa com uma craveira técnica e pedagógica excepcional.


Neste estágio, e pela primeira vez, contaremos com a presença de companheiros nossos de Espanha, Inglaterra, Brasil, Bélgica e Lituânia. Serão dez horas de treino num fim de semana diferente, um fim de semana intenso... Estaremos lá!!!


アルマンド  イノセンテス

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Prazo limite de inscrição: 20 de fevereiro

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As associações convidadas estão na posse das fichas de inscrição desde 26 de janeiro. Todos os interessados em participar no estágio deverão contactar os responsáveis das mesmas!

sábado, 10 de janeiro de 2015

Quem pode participar?

Um estágio aberto às seguintes associações:

Okinawa Gōjū-Ryū Karate-Dō Kyōkai
Portugal Gōjū-Ryū Karate-Dō Shinkōkai
Associação Portuguesa Goju-Kai Karate-Do
Associação Karatedō Gōjūryū Portugal
Shoshakai Gojuryu Karatedo de Portugal

Jundokan Internacional de Portugal
Associação Kaizen Karate Portugal
Kenshinkan Dōjō de Badajoz
Academia Portuguesa de Karate-Do Goju-Ryu Shodokan
Associação Goju-Ryu Karate-Do de Portugal




segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

sábado, 6 de dezembro de 2014

Exatamente daqui a três meses!

Contagem regressiva: exatamente daqui a três meses!

Exactamente tres meses a partir ahora!
Exactly three months from now!
Exactement troiss mois à compter de maintenant!


quinta-feira, 6 de novembro de 2014

E já pouco falta!

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Exatamente daqui a quatro meses!

Exactamente cuatro meses a partir ahora!
Exactly four months from now!
Exactement quatre mois à compter de maintenant!


quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Um evento solidário


Análise de 征遠鎮 Sēyunchin, de 来留破 Kururunfā e respetivas Bunkai segundo a perspetiva de várias Associações... Um evento orientado por Abel Figueiredo, António Moreira, António Santos, Armando Inocentes, Nuno Cardeira, Marco Cruz, João Ramalho, Leonardo Pereira e José Ramalho, com uma simples inscrição de 10€ a reverter para a APCL – Associação Portuguesa Contra a Leucemia.

Uma reunião de instrutores de várias Associações de Gōjū-Ryū num espírito de partilha e convívio e, ao mesmo tempo, ajuda a uma Associação Solidária no combate a uma doença terrível - a leucemia.



Um evento solidário para o qual basta fazer o donativo através da internet ou do multibanco para o NIB 0035 0667 0000 5485 2308 4, apresentando o comprovativo do mesmo à chegada ao Pavilhão...

Horário dos treinos: das 10.00 às 13.00 horas (intervalo para almoço das 13.00 às 15.00) e das 15.00 às 17.30 horas.


Informações: kaizen.k.portugal@gmail.com; Telemóvel: 968056715 (José Ramalho).

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Os mercenários do Karate

Com a devida autorização do autor, transcrevo um post colocado no facebook por alguém que conhece bem os meandros do karate, que tem tantos anos disto como eu... mas que raramente desabafa! Desta vez desabafou... e bem!

Em primeiro lugar penso que os existem em todas as artes marciais, mas refiro-me ao Karate por estar mais dentro do assunto, se alguém quiser fazer analogias, esteja à vontade.
Os mercenários do Karate são os que se vendem por uns míseros cêntimos, diminuindo o valor dos seus ensinamentos, oferecendo prendas aos que se inscreverem nos seus clubes ou associações, prometendo graduações de x em x tempo, são os que tentam ascender na vida social tentando através do facto de ensinarem, ter um STATUS que o não têm na verdade, (apenas os que ignoram porque não sabem porque não querem, lhes dão valor por outros interesses que não interessam à modalidade), são os que passam por cima dos seus Mestres no afã de serem os maiores e por conseguinte serem reconhecidos, são os que não treinam, nunca treinaram na verdadeira acepção da palavra, não sabem o que é suar e sofrer com o objectivo de serem perfeitos e atingirem a eficácia, são os que querem o poder, estar à frente e poder dizer que representam fulano X e portanto como seguidores são os possuidores do conhecimento, são os que…todos sabem quem eles são e muitos mais e melhores exemplos poderão aqui ser dados, NA VERDADE OS MERCENÁRIOS DO KARATE SÃO OS POBRES DE ESPÍRITO.
Se em tempos passados, há 40 anos atrás, cintos castanhos deram aulas foi porque não havia muitos Mestres a divulgarem a arte e assim na tentativa de o fazer se permitiu que isso acontecesse, preparando esses indivíduos para o ensino através da praxis, e dando-lhes o conhecimento disponível na altura. E a verdade é que o Karate cresceu e vingou.
Depois abriu-se a arte a todos, popularizou-se o karate, apareceram as organizações que representavam todos os praticantes, diga-se que os controlavam, apareceram cursos, todo o mundo foi fazê-los, todo o mundo passou com distinção, agora sim eram MESTRES com todo o direito e podiam ensinar, mandar, ser alguém, ter status, ser o todo poderoso, ser o SENSEI, OSU! Mas a organização máxima e representativa da arte, não soube, não sabe defender os interesses e até ajudar os que verdadeiramente se interessam por ela, cedendo a interesses individuais, comerciais e que nada dignificam o karate.
Tudo isto gerou uma bola de neve que foi engrossando mais e mais, cada vez mais, hoje os mesmos em vez de engrandecerem a arte, divulgam-se a si próprios, pois ganharam uns campeonatos onde sobreviveram a uma luta de vida ou morte tal como nos vídeo jogos, agora até se promovem campeonatos com prémios monetários, sim senhor viva o mercantilismo! Mas eles é que são os MAIORES!
Não me cabe a mim desmontar todo este processo ou apontar culpados, penso que todos sabemos e conhecemos o processo, mas não posso deixar de falar dos que deram origem à arte, sim os Japoneses que ao longo dos tempos dividiram para reinar, ganharem dinheiro…e o resto vocês sabem, não é???
Enfim, falei da origem da arte, da nossa realidade Portuguesa, desculpem o desabafo e a má redacção e se alguém enfiou a carapuça, temos pena e se alguém deixou de ser meu amigo, obrigado por o ter feito, mas ESTOU FARTO DE PSEUDOS MESTRES, ESTOU FARTO DO DESCARAMENTO DE ALGUNS “MESTRES” QUE NÃO SABEM O QUE É ÉTICA E QUE APREGOAM VALORES E MÁXIMAS…FARTEI!!!
E DISSE, FALEI!
João Coutinho

domingo, 12 de outubro de 2014

A mercantilização do Karate!

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Todos sabem que fiz competição, que treinei competidores e que sempre fui a favor da competição no Karate: Kumite e Kata! Mas não desta competição que atribui prémios monetários aos vencedores quando existe um sem número de competidores à procura de patrocinadores para irem lá fora (não só em Portugal, mas pelo menos também no Brasil e em Espanha) e nem sequer os encontram...

Se estamos a falar de desporto, o prémio para os lugares de pódio é um prémio simbólico - a taça, a medalha, ou outros... Quando o prémio é monetário (olha o recibo!!!), o competidor já não treina para se superar a si próprio ou para superar o seu adversário, mas treina como se fizesse disso sua profissão e para aumentar o seu pecúlio. Ou é profissional, ou não é! E se não é, então, algo está errado!!!


Em muitos países, incluindo Portugal, há muito que existem torneios de Karate com verbas atribuídas aos primeiros lugares de uma competição... Ser esta situação apadrinhada pela instância maior da modalidade só nos poderá deixar pensativos e concluir que a mercantilização do Karate se oficializou!

O prémio monetário em atividades desportivas onde existem mais amadores que profissionais só irá fazer aumentar a corrupção, a fraude, a violência e o doping. Por arrastamento, aumentará a morte súbita no desporto, a morbilidade e o treino intensivo precoce com a consequente exploração infantil. Perversidades do desporto!!!

Mas, "the show must go on"... e só o tempo dirá a que preço!
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domingo, 21 de setembro de 2014

Valerá a pena?

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As mais altas instâncias internacionais desdobram-se em contactos, em reuniões... quando 70% dos japoneses preferem ver o basebol ou o softbol em Tóquio 2020! Após algumas derrotas em que só o kumite faria parte do programa, volta-se à carga...
Mas valerá a pena o Karate fazer parte do programa dos Jogos Olímpicos? Quais são os prós e os contras? A quem interessa? Talvez perguntas a mais... e respostas a menos!!!


Respingo aqui algo já escrito há muito:

"(...) o fair-play, a paz e a união entre os povos, a participação pela participação e o menosprezo pela vitória não são os ideais do olimpismo. O doping, a violência, a corrupção e a intromissão da política nos mesmos a essa conclusão nos fazem chegar. E nem sequer o recorde é um dos objectivos olímpicos: caso fosse, o mergulho em apneia constaria do seu programa – o italiano Umberto Pelizari com 118 metros em 1991, posteriormente o cubano Francisco Ferreras com 133 metros e o francês Loic Leferme (o qual viria a morrer durante um treino em 2007) com 171 metros em 2004 –, mas em que espaço e como apresentar a um grande número de espectadores este evento?
Sem direitos televisivos e sem publicidade o olimpismo já teria deixado de existir há muito. O râguebi de sete e o golfe caminham para os JO a passos largos. O facto do hóquei em patins e do karate-dō, modalidades muito divulgadas e com grande número de praticantes, não serem modalidades presentes nos JO dado as suas regras «não serem facilmente perceptíveis pelo grande público» (ou talvez por não encherem estádios) levam-nos a concluir que a grande motivação olímpica é o espectáculo que faz render dinheiro. E não esteve já a esgrima para sair do seu programa?"

terça-feira, 9 de setembro de 2014

On Ko Chi Shin [温故知新]

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On Ko Chi Shin [温故知新] é um antigo provérbio japonês que, traduzido, significa "estudar o velho para compreender o novo... ou "aprende o velho, comprende o novo". Mas tal como "a cara é o espelho da alma", "quem vê caras não vê corações"... ou ainda se "saber esperar é uma virtude", "quem espera desespera"...

Isto a propósito de muitas vezes ser difícil estudar o velho... Por vezes não há fontes, outras vezes as fontes que existem não são fidedignas, outras ainda porque só temos acesso a conhecimentos que foram sendo transmitidos oralmente (e "quem conta um conto acrescenta um ponto"), ou então porque chegam até nós relatos que foram sendo deturpados ao longo dos tempos e nem disso nos apercebemos.

Estudar algo relacionado com o Karate-dō por volta de 1920, ou nas duas décadas seguintes, é assim um risco. Tanto do ponto de vista da sua história como da sua própria prática... pelo que parece que afinal talvez seja mais produtivo estudarmos o atual para compreendermos o novo...

Até porque nos tem sido vendido muito daquilo a que se tem acrescentado não um ponto, mas muitos pontos! Mas só compra quem quer...

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Ver ou não ver... eis a questão!

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"Today I visited the home of Zenshu Toyama, hanshi 10th dan.
Almost 79 years young, he's the last active student of Chojun Miyagi (founder of Goju-ryu), most senior Goju-ryu master in the world and titled 'Intangible Cultural Asset Holder' by the Okinawan prefecture." (KARATEbyJesse). 

Em Portugal estamos habituados a referir que este foi aluno daquele que por sua vez foi aluno do outro... e aceitar o que se diz como dado adquirido. Pelos vistos lá fora acontece o mesmo... Parece ser (haver) de facto uma necessidade ser o último aluno vivo de Miyiagi Sensei...

Com todo o respeito pelos Mestres a seguir  citados, vamos analisar datas de nascimento... Koshin Iha: 1925 (falecido em janeiro de 2012); Shūichi Aragaki: 1928; Kiichi Nakamoto: 1931;  Zenshū Toyama: 1936 ou 1937...

Koshin Iha começou a treinar com Chōjun Miyagi em 1936 – tinha 14 anos.

Shūichi Aragaki começou a treinar com Chōjun Miyagi em 1951 – tinha 23 anos.

Em relação a Kiichi Nakamoto e Zenshū Toyama, não conseguimos apurar em que data começaram a treinar com Chōjun Miyagi...

Sabemos que Chōjun Miyagi faleceu em 1953 – enquanto Koshin Iha treinou durante 17 anos, Shūichi Aragaki treinou durante 2 anos…

Com que assiduidade treinaram, com que dedicação, com que “ninju giri”, com que espírito de “seguimento” de Chōjun Miyagi, o que este lhes transmitiu e o que aprenderam com ele é o que determina “ser ou não ser” seu aluno…

Por outro lado, a história não se faz de entrevistas na primeira pessoa. "No que se refere às relações passadas, falando do passado é mais fácil fazer distinções entre aquilo que a qualquer título se pode considerar uma verdade científica e aquilo que pode ser uma aspiração ou um desejo pessoal. Quanto ao presente, e com maioria de razão quanto ao futuro, é muito mais difícil distinguir entre uma verdade que se diz objectiva e os seus próprios desejos." (1)

(1) - Jacques Le Goff, 1986, "Reflexões Sobre a História", Lisboa, Edições 70.


Algumas pessoas só vêem o que conseguem ver. (Foto de The Rainforest Site)

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

"Mais cultura desportiva..." Um apelo do Dr. Hermínio Loureiro!

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Terça feira passada, dia 26 de agosto, em "A Bola", na página 3, o Dr. Hermínio Loureiro pedia "mais cultura desportiva..."

Começa por afirmar na sua crónica (ou coluna) que "muito se fala sobre sustentabilidade do desporto em Portugal. Nos últimos tempos, vários desportistas de nível internacional vão mostrando o seu incómodo relativamente ao futebol. Esta intolerância preocupa-me e julgo mesmo que devia ser feita uma reflexão sobre as razões porque acontece." Completamente de acordo e daí a razão deste post... embora me pareça que esse "incómodo" não é em relação ao futebol mas em relação ao modo como os desportistas do futebol e esses outros "vários desportistas" são tratados não só em termos de apoios económicos como em termos de comunicação social ou de reconhecimento pelas mais altas instâncias do país...

No segundo parágrafo afirma que "ninguém sabe explicar se o problema da nossa competitividade externa é de falta de dinheiro ou da necessidade de melhorar e otimizar o uso do atual financiamento. Nenhum estudo científico identifica o dinheiro como determinante para o sucesso desportivo." Igualmente de acordo, pelo que ambos só poderemos especular sobre tal... E aqui especularei sobre o mito da igualdade de oportunidades dos participantes no desporto. O desporto pretende apresentar a todos os seus interveniente diretos uma igualdade de possibilidades dado que o espaço onde desenvolve as suas actividades assim como as normas que regem as mesmas são comuns. Mas o desporto ignora a igualdade de condições desses mesmos atletas – condições individuais diferentes (quer sejam de ordem genética, anatómica, fisiológica ou psíquica), condições de treino diferentes (no que diz respeito a instalações, a treinadores e a todo o restante apoio, incluindo o económico) e até diferentes condições de participação no momento (tempo) comum a todos os atletas (onde os antecedentes, os níveis de preparação e as circunstâncias de momento emergem). E isto dentro de uma mesma modalidade! Se extrapolarmos para modalidades diferentes...

Não, e de facto não, "não existem receitas mágicas para ultrapassar dificuldades e constrangimentos"! Mas no campo da gestão desportiva, seria conveniente sabermos como é que apenas 22 atletas (nos Europeus IPC) conseguem trazer para casa uma medalha de ouro, seis de prata e três de bronze, enquanto que nos Europeus de Atletismo 44 atletas só conseguem trazer 2 medalhas... No campo da prestação dos atletas, enquanto Carlos Lopes dizia que "só tinha uma coisa na cabeça: ir para ganhar" (A Bola, 12.ago.2014, p. 22), outros agora vão lá para dentro só para fazer o melhor possível... e contentarem-se com sextos lugares...

E prossegue declarando que "as organizações desportivas, bem como os agentes políticos vão ter de ser capazes de mobilizarem o país para o aumento da cultura desportiva." Mais uma vez estou de acordo, mas só quando "cultura desportiva" não se confundir com «cultura futeboleira»... ou quando se deixar de estar aprisionada pelo "fazer mais e melhor com menos" (Passos Coelho na sua tomada de posse como PM). A cultura desportiva vive-se em tempo diferido, enquanto o que se vive em tempo real é a informação... e informação não é conhecimento!

"Não é a chorar constantemente pela falta de apoios que vamos atingir os objetivos." Pois não! Mais uma vez o Dr. Hermínio Loureiro tem razão! É a exigir...

"Todos, sem exceção, temos que contribuir ativamente para a promoção da prática desportiva, bem como consolidar e aumentar o peso político do desporto, em especial junto da economia, fiscalidade, turismo, educação, formação profissional, ambiente e qualidade de vida." Pena não seguirmos o exemplo dos Ingleses, que logo que terminou London 2012 começaram a incrementar o desporto no seu sistema de ensino. Nós por cá, não nos preocupamos sequer com o desporto escolar, quanto mais com o desporto na escola...  

Por fim, o Dr. Hermínio Loureiro diz-nos que "o apoio ao desporto não pode ser encarado como custo, mas como um investimento com retorno na área da saúde pública." Sem dúvida, e também um investimento com retorno na área da educação e do ensino... Mas por onde anda esse investimento? Claro está que é de enaltecer o esforço de algumas federações assim como do COP, mas será suficiente? Em caso negativo, então o melhor será rever toda a dinâmica organizacional do desporto, sim, porque a alta competição não se compadece com amadorismos.

A terminar, uma frase de ouro: "não basta olhar para o futebol com inveja..." Aqui, permito-me discordar, pois talvez não seja "inveja", mas falta de equidade! Basta exemplificar com atletas e competidores que se vêem obrigados a treinar antes de irem para o seu emprego e depois de terminarem o seu horário laboral, sem apoios, sem patrocínios... Nomes? Bastará deixar aqui o de Clarisse Cruz e de Nuno Dias...

Acredito que o Dr. Hermínio Loureiro, limitado por questões de espaço no jornal referido, não tenha tido a possibilidade de explorar mais profundamente estas questões, mas exatamente por uma questão de cultura desportiva teremos de ter em conta o que nos disse Paquete de Oliveira esta semana (Público, 24.ago.2014, p. 55): "(...) o primeiro radicalismo a evitar ou a combater é o que emerge do jornalismo, do sectarismo informativo.

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Já não há desporto!

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"O patrão da Fórmula 1, Bernie Ecclestone, irá pagar cem milhões de dólares (cerca de 75 milhões de euros) para encerrar o julgamento em que é acusado de corrupção.

O acordo judicial, alcançado num tribunal em Munique, foi aceite pelo juiz Peter Noll, que suspendeu as diligências judiciais contra o britânico.

Bernie Ecclestone estava a ser julgado desde 24 de abril por ter pago, em 2006 e 2007, 44 milhões de dólares (cerca de 31,8 milhões de euros) de subornos ao banqueiro Gerhard Gribkowsky, que na altura trabalhava para o banco público da Baviera, Bayern LB. O objetivo era concluir a venda de direitos da Fórmula 1 ao fundo de investimento CVC Capital Partners.

Dos cem milhões de dólares que Ecclestone irá pagar, 99 irão diretamente para o Estado da Baviera, e um milhão para uma fundação de apoio a crianças.

O advogado do britânico, Sven Thomas, recusou, contudo, que o pagamento seja considerado um acordo de justiça: «Não é um acordo. Não tem nada a ver com a compra da liberdade».

Com este desfecho, Bernie Ecclestone poderá manter a sua posição na Fórmula 1, que estava em risco caso fosse condenado."


Transcrevemos do jornal "A Bola" de 5 do corrente...

E é isto: não é um acordo mas paga-se e deixa-se de ser corrupto! Antigamente bastava rezar umas Avés-Marias e uns Pais-Nossos para se deixar de ser pecador... agora é o dinheiro que perdoa! Eis a força do vil meta e a força que tem no desporto (que já não há!)l!!!


domingo, 3 de agosto de 2014

Final de época movimentado

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Este final de época desportiva foi bastante movimentado devido aos eventos em que participámos. Aqui fica um breve registo... e até à próxima!

3ª Taça PGKS

Estágio de Cintos Negros da OGKK em Múrcia


Estágio APGKK - OGKK na Figueira da Foz





terça-feira, 22 de julho de 2014

Olímpicos e Karate: a saga continua!


New world karate governing body recognized by IOC! 
(BREAKING NEWS - CNN)

The most important meeting in the history of the sport of karate was held in Lausanne, Switzerland – July 16 – 18, 2014. 


After three days of intensive meetings and positive discussion, major International Karate Federations set aside 35 years of differences and formed a unified body – United World Karate to represent the activity of karate world-wide.

“It is a dream come true,” said Richard Jorgensen, Chairman of the International Traditional Karate Federation (ITKF) and newly elected President of United World Karate. “We have spent such a long time trying to achieve unification that it is hard to imagine it has finally happened.”

“By celebrating our diversity and combining our strengths, we have now been able to achieve the expectations of unification as outlined to us by the IOC Judicial Commission and endorsed by the 101st Session of the International Olympic Committee back in 1993.”

“We have faced many disappointments in the past because we were unable to view karate as a diverse sport and martial art. Now, we have created an organization that includes 3 Distinct Competition Disciplines that will provide an open door for millions of athletes around the world to realize their opportunity to attend major recognized International Competitions such as the IOC Continental Games, Sport Accord Combat Games and hopefully, one day, realize their chance to compete in the Olympic Games.” Jorgensen said. “Many of our national federation members of the founding organizations already have recognition from sport authorities at the national level including National Olympic Committees so our World Body, United World Karate now collectively represents one of the largest sport activities in the world.”

The unification talks were joined by the Executive Officials from 16 countries representing the seven acknowledged major International & World Governing Bodies of Karate including, International Traditional Karate Federation (ITKF), World Karate Confederation (WKC); World Union of Karate-do Federations (WUKF); International Karate Union (IKU); World United Karate Organization (WUKO), International Karate Organization – Kyokushinkaikan (IKOK) and World Fudokan Federation (WFF). These organizations represent more than 110 member countries representing millions of individual karate participants world-wide.

The organization will host the first United World Karate Championships in 2015 in Sao Paulo, Brazil.