segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Festival de Artes Marciais

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Realizou-se no passado dia 15 de dezembro o Festival de Artes Marciais organizado pela PGKS e pela OGKK, no qual se pretendeu juntar um grupo de velhos amigos que têm percorrido um caminho quase juntos...

Comemorei os meus 40 anos de prática de Karate, aos quais se associou o meu amigo João Coutinho, igualmente aniversariante no mesmo número de anos... (conhecemo-nos por volta de 1984!) e o único comentário que posso fazer é o seguinte: foi fantástico, foi um dia em que me senti feliz!

O Nuno Guedes, meu aluno enquanto criança e que vim a encontrar quase 30 anos depois dedicado ao Jō‎ e ao Iaidō juntamente com o grupo do Zenshinkan (João Maia, João Pires e Diogo Paulo entre outros)... O António Santos, da Figueira da Foz (APGKK), companheiro de velhas e antigas andanças, com um extraordinário grupo... o Cláudio Conde, o homem que me desafiou para o Karate Demo Team... esse enorme competidor, o Nuno Dias, a única medalha de bronze em europeus séniores e pentacampeão do mundo de Shukokai... os homens da JIP - Leonardo Pereira, João Patrício e Álvaro Santos - amigos de longa data... o José Ramalho, que levei para o Karate e que chegou onde chegou... o Filipe Chamorro, colega do curso de treinadores em 1987... e, quase por fim, o Pedro Martin González, do Kenshinkai de Badajoz, que juntamente com a María Lobato Carrasco, o Juan Moreno Corral e o Javier Martin fizeram propositadamente cerca de 250 Km (só para vir, pois depois ainda tiveram o regresso) para estarem presentes... Amigos para com os quais ficarei eternamente em dívida!

Por último, uma referência a uma pessoa a quem nunca conseguirei agradecer devidamente e que sigo há 32 anos: Ryoichi Onaga Sensei!




A comparência da minha equipa campeã nacional de Kata em 1993 (Carlos Pereira, Paulo Antunes e Marco Rodrigues) foi uma alegria... Sinal de que, apesar de já não praticarem,  algo ficou! 

Gostaria de agradecer também a presença de inúmeros amigos nas bancadas, de familiares e de pais de alunos meus, tal como o seu contributo para que a viagem de finalistas a Londres dos alunos do 9º1 da EB 2/3 Visconde de Juromenha seja uma realidade...

O meu muito obrigado também a todo o meu staff de apoio, em especial à Cristina...

Todos, mas todos, os presentes, foram inexcedíveis! Tenho a noção da minha dívida de gratidão!!!

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

32 anos a aprender...

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Ao fazer 40 anos de prática de Karate, posso dizer que sim, que são de facto 32 anos a aprender com este Senhor... Ryoichi Onaga Sensei, Hanshi, 9º dan, representante da OGKK para toda a Europa.


Realizou-se no passado fim de semana, 14 e 15 de dezembro, mais um Estágio Nacional da PGKS. Aberto não só a praticantes desta Associação, destacamos a presença de António Santos, da APGKK, com um numeroso grupo proveniente da Figueira da Foz, de Leonardo Pereira e de João Patrício, ambos da JIP, tal como de Pedro Martin González, do Kenshinkan Dōjō de Badajoz...


Vivido em peno convívio, podemos afirmar que mais uma vez este Estágio foi um sucesso graças às qulidades técnicas, pedagógicas e humanas do Sensei Ryoichi Onaga. A todos os presentes, alunos e companheiros de longa data, o nosso obrigado! Repetiremos no próximo ano!!!

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Bajular... ou não bajular...

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Arístipos, de Cirene, filósofo adepto do prazer como único bem  na vida, vivia sempre bajulando o Rei. Estava Diógenes jantando um prato de lentilhas, quando Arístipos  se aproximou.   

Disse Arístipos a Diógenes:
- Se aprendesses a bajular o Rei, não precisarias de comer sempre um prato de  lentilhas.

Diógenes  replicou:
- E tu, se tivesses aprendido a passares sempre com um prato de lentilhas, não precisarias de passar a vida a bajular o Rei.

Santana Castilho, "Uma pirueta de vergonha", facebook, 03.12.2013.


sábado, 30 de novembro de 2013

Comemorar 40 anos de karategi...

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Caros(as) amigos(as):

Atingi este ano, a 3 de outubro, 40 anos de prática de Karate-Dō. Representam uma vida... de karategi vestido quase todos os dias! 

Vamos comemorar estes 40 anos com um Festival de Artes Marciais no próximo dia 15 de Dezembro (18.00h, EB 2/3 Mestre Domingos Saraiva, Algueirão), pelo que apelo à vossa presença, assim como dos vossos familiares e amigos. 

Compareçam! Reservem a data pois faltam apenas 15 dias...





Fácil chegar lá... e encontarmo-nos!



domingo, 17 de novembro de 2013

Tutores de estágio vão trabalhar gratuitamente!

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No seguimento da reunião realizada ontem na FMH com os tutores de Estágio do Curso de Treinadores de Karate de Grau I penso que ficou clara toda a futura conjuntura e resta-me dizer que lamento esta situação vergonhosa.

Nunca em anos anteriores se passou por isto...

Estamos a ser vítimas de uma chantagem emocional: os formandos são nossos alunos, e como tal não os vamos abandonar... queremos mais treinadores nas nossas associações e precisamos deles... e é precisamente com isso que se joga em troco de um rebuçado de créditos para o nosso título de treinador!

Mas é conveniente que fique claro que os preços dos cursos aumentaram porque aumentava a carga horária dos mesmos - e foram eles (os candidatos a treinador) que pagaram 300 Euros cada um!

É conveniente que fique claro que 160 formandos (candidatos a treinador de grau I) contribuiram com 48.000 Euros para a Federação...

É conveniente que fique claro que o IPDJ não é a entidade formadora (logo, não é este que tem de pagar aos formadores e tutores) - a entidade formadora é a FNK-P. Por isso mesmo esta recebe verbas do mesmo para a formação de treinadores através de contratos-programa.

Não se paga aos tutores? Não duvido que somos capazes de trabalhar segundo um "regime de voluntariado"... mas quando há formadores da FNK-P (os que ministraram o curso) a receberem eventualmente 30 ou 40 € por hora? Temos formadores de 1ª e formadores de 2ª!!!!!! Ou os tutores não são formadores?

Que se tome consciência de que se abriu um precedente... e que somos coniventes com ele!

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Malditas estatísticas!

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Do recente Campeonato do Mundo de cadetes e juniores disputado em Guadalajara, respingamos os resultados dos países (em medalhas) que se apresentaram com comitivas de 29, 28 e 27 competidores:

Japão (6 de ouro, 4 de prata e 2 de bronze) e Eslováquia (1 de ouro, 2 de prata e 3 de bronze) apresentaram-se com 29 competidores...

Com 28 competidores pesentes a França (3 de ouro, 7 de prata e 1 de bronze), a Ucrânia (1 de ouro, 1 de prata e 3 de bronze) e Portugal (sem medalhas!!!)...

Hungria e Inglaterra participaram com 27 competidores. A primeira obteve 1 medalha de ouro e 3 de bronze, enquanto a segunda levou para casa apenas 1 medalha de bronze...

Malditas estatísticas!

sábado, 26 de outubro de 2013

"TROLLS" e "FANBOYS" do Karatedō.

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Não é novidade para ninguém que ainda há muita coisa errada sendo transmitida como correta no mundo do Karatedō.

O grande problema desta questão está no facto de que não menos considerável é o número de pessoas que defendem o errado com unhas e dentes. A este tipo de atitude, no mundo dos vídeo-jogos, criou-se uma classificação para identificar determinados jogadores como "trolls" e "fanboys". 

A diferença entre o "troll" e o "fanboy" é que o "troll" não está interessado em fazer nada de jeito, a não ser incomodar os outros, sem que ganhe ou partilhe qualquer cosia útil com os demais... a não ser a própria satisfação de "chatear" ou simplesmente "incomodar" quem tem a infelicidade de cruzar o seu caminho. 

Por sua vez, o "fanboy" é aquele jogador que considera um jogo, uma empresa específica de jogos como sendo "a melhor do mundo" e vai aos limites extremos para fazer valer o seus pontos de vista - sempre restritos ao jogo ou marca que utilizam e cegos em relação às demais empresas ou jogos.

Esta analogia pode ser facilmente aplicada no mundo do Karatedō, onde temos os mesmos "trolls" que não querem saber de aumentar o seu conhecimento, achando que o que sabem já é o suficiente e, a partir deste ponto entram em forums, facebooks e blogs apenas para incomodar os outros sem trazer nada de útil à discussão e onde temos também os "fanboys" que consideram as suas escolas, os seus estilos, os seus mestres fundadores "os melhores do mundo", sendo estes quase elevados à categoria de "santos" ou "deuses".

Esta questão é facilmente verificável quando Miyagi Chōjun Sensei e Mabuni Kenwa Sensei colocam em causa as classificações dos Kata feitas por Funakoshi Gichin Sensei, mostrando as discrepâncias nos livros publicados pelo próprio Funakoshi Sensei, dizendo que tais classificações não existiam em Okinawa antes da ida do Karatedō para o Japão, sendo estas "invenções" de Funakoshi Sensei! O problema é que... Miyagi e Mabuni Sensei têm razão!

Os "fanboys" de Funakoshi Sensei acham um "sacrilégio" ou "heresia" alguém duvidar da idoneidade do seu mestre fundador (mesmo que sejam outros mestres fundadores de outros estilos que, por incrível que pareça, fundamentaram as suas desconfianças baseadas nas inconsistências das obras do próprio Funakoshi Sensei) e começam a lançar ataques desesperados e disparatados em todas as direções, tentando provar e comprovar o quão "perfeito" era o seu mestre.

O que os "fanboys" esquecem é que os mestres fundadores eram - antes de mais nada - seres humanos e, sendo seres humanos, também erravam!

Mas... para o "fanboy", "o mestre nunca errou", o "estilo é inquestionável"! 

E, sendo assim, o que vinha errado dos tempos antigos, vai continuar errado... "PORQUE O MESTRE DISSE QUE ERA ASSIM"!

Para o "fanboy", a utilização do cérebro fica relegada para segundo plano e "pesquisar o estilo que se pratica" é algo que não se faz "porque pode por em causa os ensinamentos do mestre fundador".

Esta idolatria desmedida, quase às raias da insanidade, e a falta de discernimento entre o "santo" e o "ser humano" no que diz respeito aos antigos mestres de Okinawa continuarão a impedir que se tenha uma visão mais correta do mundo do Karatedō e uma possível correção de muita informação como um todo.

Entre tantos fatores, a pesquisa, com base em fontes diversas, deveria ser uma característica dos tempos modernos, de pessoas mais esclarecidas... Mas, novamente, não é isto que ocorre na realidade.

«Eu uso "traduções rigorosas" para fundamentar esta ou aquela informação...»

Permitam-me lançar uma questão sobre "traduções rigorosas": se o idioma japonês utiliza "ideogramas" na sua escrita, sendo "ideogramas" a "representação de ideias" e sendo as "ideias" diferentes para cada indivíduo, podemos dizer que existe uma "tradução rigorosa" quando não sabemos o que pensava o autor exatamente? 

Sem ter necessidade de muito esforço mental, pode-se afirmar que "traduções rigorosas" em se tratando do idioma japonês, na melhor das hipóteses, quer dizer que a tradução foi feita o mais próximo do contexto possível. Por quê? Porque, além de usar ideogramas, o idioma japonês é contextual, ou seja, depende do contexto do que se está a expressar.

Assim, quando lemos "traduções" é quase 100% certo que algumas coisas serão perdidas do original japonês, quer pela falta de correspondência na linguagem estrangeira, pela má tradução (por causa dos ideogramas e ideias) ou pela má interpretação (devido aos erros de contexto).

Portanto, como pode ser visto, o desenvolvimento do Karatedō tem vários aspectos: políticos, sociais, regionais etc.. Contudo, se não levarmos em consideração que a pesquisa aprofundada, sem idolatrias desmedidas ou preconceitos, baseada na pluraridade de fontes e fatos verificáveis, então a única hipótese que o Karatedō teria para se afirmar como verdadeira arte marcial foi em vão... e mesmo para isto, não há a necessidade de "trolls" ou "fanboys".


Cortesia de Joseverson Goulart, a quem agradeço a amabilidade.

domingo, 6 de outubro de 2013

O bem e o mal

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O Bem e o mal, o Governo e o provedor da Ética no Desporto

(crónica do Prof. José Manuel Meirim no jornal «Público» de 29 de setembro de 2013, página 49)

1. Na sequência do ocorrido no final do jogo entre o Vitória de Guimarães e o Benfica, este infeliz país assistiu – dirão alguns que não – a uma explosão mediática que se projectou no quotidiano de todos os portugueses. Agora que os procedimentos, disciplinares e criminais, iniciaram o seu percurso, com a garantia da defesa do arguido, é tempo de «fechar» ou pelo menos suspender os fluxos de informação e de contrainformação. Pela nossa parte, deixamos três registos “finais”.
2. Em primeiro lugar, temos para nós que, no futebol e na restante vivência social, o «mal» e o «bem» não se guiam por qualquer ponto cardeal. Não há um “eixo do mal” a Norte e uma “linha da verdade” ou da ética a Oeste ou a Leste. O mal e o bem repartem-se pelo todo e tanto se localizam ao Norte, a Leste, a Oeste ou no Sul. Por outro lado, a meu ver, só há duas formas de vencer o mal: praticando o bem (em resposta ao mal) ou, em pura lógica, agir sempre pior que o «mal». O que verdadeiramente me perturba é o discurso do bem e a ação que, nos momentos determinantes, não o respeita. Dessa forma, é bem sabido, não se vence o “eixo do mal”.
3. Independentemente até do juízo jurídico que se faça sobre o ocorrido, a verdade é que os agentes de segurança pública se viram confrontados com algo realmente perturbador da sua ação.
Durante os dias que se seguiram nem uma palavra, diria mesmo um suspiro, se ouviu do Governo. O Ministro da Administração Interna e o Secretário de Estado da Juventude e do Desporto remeteram-se a um silêncio confortável, ainda para mais em semana eleitoral.
Ministro e Secretário de Estado que sempre se recheiam de palavras sobre a ética desportiva, a prevenção e o combate à violência no desporto. Membros do Governo esses claramente empenhados em mais um rejuvenescimento de uma ineficaz lei do combate à violência, ao racismo, à xenofobia e à intolerância nos espetáculos desportivos, de forma a possibilitar a realização dos mesmos com segurança, operado no passado dia 25 de Julho. Ministro esse que tornou obrigatória a presença das forças policiais nas competições profissionais de futebol.
4. O Plano Nacional de Ética no Desporto tem até um Provedor da Ética no Desporto, nomeado pelo Governo. Na actualidade o cargo é desempenhado pelo Professor Manuel Sérgio que, na página da Internet, tem uma mensagem ao mundo do desporto, desde o dia 15 de Setembro, intitulada “O Desporto em que eu acredito”. Entre muitas afirmações das suas convicções em prol de um desporto ético, retiramos estas duas: “Este é o Desporto em que eu acredito. Para ele, vale mais uma lágrima humana do que todos os campeonatos e taças do mundo. Ele não se ocupa só do estudo dos meios, esquecendo os fins, e por isso não tem por si as letras grandes das páginas dos jornais, nem os noticiários mais escutados da rádio e da televisão, nem as redes de mundialização mediática”; “Não pode esperar-se dos cultivadores de um clubismo ou regionalismo doentios, nem de nefastos manipuladores da opinião pública, que reconheçam na Ética lugar imprescindível, na prática desportiva. Os nossos jovens têm direito a este banho de verdade, que deve abranger todo o sistema educativo nacional: Sem Ética, não há Desporto”. Nove dias depois, o Professor Manuel Sérgio em declarações públicas à Rádio Renascença entendeu pronunciar-se sobre “o caso” nos seguintes termos: “não tem valor nenhum” e é “para morrer”; “quando nos agarramos em demasia a um caso como este, é porque não temos coisas importantes a tratar. Aquilo não tem importância nenhuma”.
5. Se o “bem” se comporta assim, então o “eixo do mal”, esteja em que ponto cardeal esteja, vive ainda melhor e só pode proliferar. 





sábado, 5 de outubro de 2013

3.out.1973 - 3.out.2013: 40 anos são muitos anos...

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Quem diria?
Alguma vez o jovem imaginaria, no primeiro dia em que envergou um karategi, que 40 anos depois ainda o continuaria a envergar? Não, nem tal lhe passou sequer pela cabeça!



Mas o que é certo é que por cá continua!

domingo, 22 de setembro de 2013

Falem-me em "tradicional"...

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Com a cortesia de Joséverson Goulart, a quem agradeço, uma questão pertinente...


Mas só há uma resposta: o Gōjū-Ryū !!! Na linha de Chōjun Miyagi e de Eiichi Miyazato temos a Okinawa Gōjū-Ryū Karate-Dō Kyōkai (沖縄剛柔流空手道協会)... aliás o Presidente da Federação de Karate de Okinawa, Sensei Teruya, é desta associação!!!

domingo, 1 de setembro de 2013

As duas espécies de praticantes...


É normal no final de um ano civil fazer-se o balanço desse mesmo ano. Fazer-se o balanço de 40 anos de Karate-Dō é muito mais difícil e complicado... mas talvez nem valha a pena fazer esse balanço!

Todos nós caminhamos para o fim da vida. Todos nós vivemos de recordações. Mas parece-me que o mais importante será preocuparmo-nos não com o passado, não com o futuro, mas sim com o presente e com as sementes que por cá deixaremos. Porque aquilo que fazemos sobre nós recai!... 


Mas um momento de reflexão não fará mal a ninguém... principalmente quando após a organização e realização de um Festival de Artes Marciais se chega à conclusão que existem duas espécies de praticantes nas mesmas: aqueles que singraram por si prórpios ao longo da vida, que realizaram esforços enormes para se irem superando dia a dia e que podem até nem ser bons praticantes mas que demonstram possuir valores, que respeitam para serem respeitados e que são dignos daquilo que fazem; e aqueles que nunca tiveram dificuldades em pagar a mensalidade do dōjō, que sempre encontraram tudo feito, a quem sempre facilitaram a vida e que poucas ou nenhumas dificuldades encontraram ao longo da vida para chegarem ao mesmo patamar onde chegaram os outros, enfim, aqueles que em vez de servirem as Artes Marciais se servem delas!

E se "a ausência de evidência não significa necessariamente a evidência de ausência", já não é tão ausente o facto de estes últimos serem aqueles que mais propalam o Dōjōkun em vez de o praticarem!

Isto porque dos vários convites enviados para participarem no dito Festival, alguns nem resposta obtiveram... 


Mas houve um conjunto de praticantes e alguns experts, uns sacrificando o seu domingo, outros a sua família, outros ainda que decidiram fazer cerca de 500 quilómetros para estarem presentes, que marcaram a sua posição. Solidários com dois amigos que comemoravam 40 anos de Karate-Dō, compareceram! E, solidários, mostraram o seu respeito e a sua amizade para com estes, os quais por sua vez retribuíram... De realçar ainda aqueles que marcaram presença nas bancadas num incondicional apoio!!!


Vivemos uma época em que, para certos indivíduos, é mais fácil olhar para o seu próprio umbigo que para o horizonte (talvez uma questão de distância!). Vivemos uma época em que, para certos indivíduos, é mais fácil ser falso e hipócrita (talvez uma questão de oportunidade!). Mas como dizia Anton Tchekhov, "eles são honestos: não mentem sem necessidade." 

Aliás, já nos vamos habituando a que a hipocrisia e a falsidade não possuam medo de sair à rua a qualquer momento... de cara destapada! 

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Analisar os resultados de uma seleção nacional

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Analisar uma modalidade sem a comparar com outras é analisar nada... principalmente em termos de alta competição. Mas vamos correr esse risco analisando o Atletismo, ou não, se o quisermos comparar com o Karate!
Nos recentes Mundiais de Atletismo, em Moscovo, uma seleção constituída por 12 atletas nenhuma medalha conquistou (sim, houve um 4º lugar e um outro entre os 8 primeiros!)... 
Há 6 campeonatos do Mundo de Atletismo em pista de onde Portugal veio sem medalhas... e repare-se que em Helsínquia 1983, Portugal participou com 11 atletas, em Tóquio 1991 com 23 atletas, em Sevilha 1999 com 25 atletas, em Paris 2003 com 14 atletas, em Daegu 2011 com 24 atletas...
Helsínquia 1983, Paris 2003 e agora, Moscovo 2013, são as comitivas mais pequenas (11, 14 e 12 atletas). Em todo os outros Mundiais, as seleções foram constituídas por 20 ou mais atletas e em todos eles houve medalhados. 
Daqui poderemos à primeira vista inferir que:
- quanto maior é a comitiva mais probabilidades há de se obterem medalhas: muito discutível!
- quanto menor é a comitiva menor a probabilidade de se obterem medalhas: por inversa da anterior, do mesmo modo muito discutível!
Podem os resultados ser sempre analisados segundo vários critérios. Mas parece-me que o melhor de todos eles se centra na razão entre o número de participantes e número de lugares no pódio... correlacionando esta razão com as verbas dispendidas!
Já se fez essa análise no Karate?

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Uma linha muito ténue...

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Há uma linha muito ténue entre o político e o dirigente desportivo... Não, não é pelo facto de muitos dirigentes desportivos terem sido políticos, ou de muitos políticos terem sido dirigentes desportivos!

É apenas por um simples facto: em Portugal, em qualquer uma destas ocupações, poucos são profissionais e menos ainda os bem preparados para desempenharem essas funções.

Há pouco tempo, a Federação Portuguesa de Atletismo divulgava quatro decisões do seu Conselho de Disciplina castigando quatro fundistas por casos direta ou indiretamente ligados ao chamado «doping». Arons de Carvalho perguntava: "Mas serão os atletas os principais culpados? (...) Desde 2011 já foram suspensos seis dos principais fundistas nacionais, por EPO ou devido ao passaporte biológico. Quem esteve por trás  deles?" (Record, 18.07.2013, p. 28).

Os atiradores portugueses que vão aos Mundiais de esgrima, vão participar sem qualquer apoio federativo... o que também já se verificou no Karate, com famílias a pagarem as despesas de quem foi representar o País!

Nos Mundiais de atletismo a realizarem-se em Moscovo, a comitiva portuguesa é composta por doze atletas e... sete treinadores! Entretanto o departamento médico da FPA demite-se em bloco. Motivo: cortes financeiros sem orientação e pedidos para trabalhar de "borla"!

Verifica-se assim que o problema não será só da malfadada crise... o problema reside numa gestão de meios e de recursos humanos por parte de amadores!

Mas, tal como dizia Jenny Candeias em «A Bola» (26.02.2013, p. 38), "aumenta o apetite por cargos no desporto. Neste, como nas autarquias, clubes e associações. Para os inteligentes, o desporto passou a ser trampolim para novos vôos. Para os medíocres, prémio de consolação. Mas, curiosamente, afastando cada vez mais aqueles de quem se esperaria vontade, prestígio e coragem para o dirigir."

quinta-feira, 25 de julho de 2013

A "economia" do aproveitamento

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A taxa de inscrição nos Cursos de Grau I de Treinador de Karate aumentaram de 100€ para 300€. Claro que se pode argumentar que a carga horária do curso aumentou... Mas um aumento de 200% não será exagerado? Ainda por cima depois de se aumentarem as quotas de praticante de 5€ para 10€?

Comparemos com outras Federações (em que os cursos possuem a mesma carga horária):

Curso de Grau I de Treinador de Hóquei em Patins - 150€

Curso de Grau II de Treinador de Hóquei em Patins - 250€

Curso de Grau I de Treinador de Basquetebol: 20 a 23 candidatos - 130 €; 24 a 27 candidatos - 120 €; 28 a 30 candidatos - 110 €

E eis aqui um aumento (ou dois!) que é igual ao IVA da restauração - aumentaram o IVA, fecharam restaurantes, a receita foi menor! Continua-se de olhos fechados em relação ao velhinho princípio da economia "vendo mais barato, mas vendo mais"! 

Aproveitamento de quem? E à custa de quem?

quarta-feira, 17 de julho de 2013

É hora de acabarmos com vergonhas assim!

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«Podia falar-vos de uma das primeiras finais da Taça de Inglaterra em futebol. Em 1875. Marindin, capitão do Royal Engineers, vendo que um jogador do Old Etonians se lesionara gravemente, retirou-se de campo para que “assim se mantivesse o equilíbrio de forças entre as duas equipas” – e, nos dias seguintes, toda a gente dizia que se o fair play existia, era aquilo o fair play.
Podia falar-vos de Hitler na tribuna de honra dos Jogos Olímpicos de Berlim à espera da vitória de Lutz Long no salto em comprimento que fosse sinal da superioridade alemã. E, sim, Long estava à frente, Jesse Owens não acertava com a chamada. De súbito, viu-se o alemão a dar um conselho e ele a aplicá-lo. Resultado: voou assim para a vitória - e Hitler, espumando, jurou-lhe vingança. A vingançafoi enviar Lutz Long para a frente de batalha, mal começou a Guerra, a Guerra que o matou.
Podia falar-vos da final dos 200 metros dos Jogos Olímpicos de Berlim, de Usain Bolt a voar para a eternidade, de Churandy Martina e Wallace Spearmon a cortarem a meta como os "primeiros humanos" da corrida. Minutos depois, os juízes desclassificaram-nos e quem recebeu a medalha de prata foi Shawn Crawford. Shawn, sentindo que a medalha não era sua por direito, semanas depois foi a um hotal de Zurique deixar na receção um embrulho para Martina. Na caixa estava a medalha olímpica - e um cartão que dizia: "Foste tu que correste para isto, logo isto não é meu, é teu."
Podia contar-vos mil e uma histórias assim.
Só não consigo perceber como é que histórias assim não evitam o reverso negro da medalha, esse reverso negro da medalha de que, no fundo, somos todos culpados por não nos envergonhar mais do que nos envergonha - e faz com que alguém possa contar, por exemplo, que um jogo entre rapazes do Benfica e do FC Porto tenha terminado como terminou. E eu que, sobre isso, também podia dizer mais, não preciso dizer mais do que isto: é hora de, todos nós, acabarmos com vergonhas assim.»

Esta é a crónia de Carlos Móia, Presidente do Maratona Clube de Portugal e Embaixador do Plano Nacional para a Ética no Desporto, publicada no «Record» de hoje, na sua página 2.

Carlos Móia não consegue perceber... mas se percebesse que o desporto está atualmente comercializado, se percebesse que sem a EDP, a Vodafone e o Banif - com o nosso dinheiro - não seria possível realizar as maratonas e meias maratonas que se realiza em Portugal, talvez não escrevesse isto!

Se percebesse que o dinheiro, os tais cincos minutos de fama na TV e a ânsia de poder levam a casos como os recentes de Tyson Gay, Asafa Powell, Jean-François Gillet ou os ocorridos na Federação Internacional de Ginástica, talvez não escrevesse isto...

... ou deste modo!

12º Estágio Europeu da OGKK


De 11 a 14 de Julho desenrolou-se em Múrcia, Espanha, o 12º European Gasshuku da OGKK sob a orientação dos Sensei Koei Teruya (10º dan), Keikichi Nakasone (10º dan), Ryoichi Onaga (9º dan), Masataka Muramatsu (9º dan), Tokimitsu Minei (8º dan), Toshiro Fujioka (7º dan) e Shigeru Uehara (7º dan). 
Portugal esteve presente com 9 elementos, realçando-se a conquista do 3º lugar em Kata no escalão de 13/14 anos masculino por Keanu Kattin no 31º Campeonato comemorativo do 40º aniversário da OGKK Espanha. 
Presentes karateka da Rússia, Letónia, Lituania, Finlândia, República Checa, Bélgica, França, Argentina, Inglaterra, Itália, Suíça, Japão e Espanha, num total de cerca de 400 participantes.

Visão geral do estágio.

A representação portuguesa da OGKK, comitiva esta que ainda integrou António Santos, 
Jorge Oliveira, Jhonny Kattin e Keanu Kattin da Goju-Kai.

Yuki Oshiro, 13 anos, campeão de Kata do Japão, vencedor da categoria 13/14 anos, 
aqui cumprimentando o colega de treino e adversário na competição Yúri Inocentes.

Na companhia de Onaga Sensei...

Kururunfa: demonstração final...

 ... coroada por uma notável Seisan executada por Onaga Sensei!

domingo, 23 de junho de 2013

Hoje, tal como antes...

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"Deve ter havido hilaridade entre os macacos quando o homem de Neanderthal fez o seu aparecimento na Terra. Os macacos altamente civilizados balançavam-se graciosamente de galho para galho; o homem de Neanderthal era tosco e grudado à Terra. Os macacos, saciados e pacíficos, viviam num folguedo requintado, ou catavam pulgas em contemplações filosóficas; o homem de Neanderthal, pesado e taciturno, cruzava o mundo, distribuindo pancadas com a sua clava. Os macacos, da copa das árvores, desciam o olhar divertido sobre ele, atirando-lhe castanhas. Às vezes ficavam horrorizados: eles comiam frutas e plantas tenras com grande refinamento; o homem de Neanderthal devorava o alimento cru, abatia os animais e os seus semelhantes. Derrubava árvores que sempre haviam estado de pé, removia rochas do lugar consagrado pelo tempo, transgredia todas as leis e tradições da selva. Era grosseiro, cruel, destituído de dignidade animal: do ponto de vista dos macacos altamente cultivados, uma recaída bárbara da história. Os últimos chimpanzés sobreviventes ainda torcem o nariz à vista de um ser humano..."*


* Arthur Koestler, 1961, "O Zero e o Infinito", Porto Alegre, Editora Globo.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

sábado, 1 de junho de 2013

Fora dos Jogos Olímpicos

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Tanto espavento à volta do "The K is on the way", tanta sofreguidão para o Karate estar em 2020 nos Jogos Olímpicos, mas ninguém se preocupou em explicar o porquê de só o Kumite ser candidato! A hipocrisia veio ao de cima até nos próprios vídeos de apresentação. A competição sempre se apresentou com duas provas: Kumite (combate) e Kata (forma técnica)... os "puristas" do Karate chamado "tradicional" defendem que a Kata é o âmago do Karate mas pretendem ver o mesmo no programa dos Jogos Olímpicos!

Maior visibilidade? Para quê? 

O publico não percebe o que é Kata? E percebe as regras da Esgrima, da Ginástica ou até mesmo do Ténis?




Há pessoas que nunca aprendem! Nem à segunda vez... A ganância é tão grande... os interesses são tantos... que ainda lá hão-de ir terceira vez! Expliquem quem sairia beneficiado com o Karate nos Jogos Olímpicos! Como diria Maquiavel, "os homens são tão simples e submetem-se a tal ponto às suas necessidades presentes, que aquele que engana encontrará sempre alguém que se deixe enganar."

terça-feira, 21 de maio de 2013

A pressão e a ética desportiva

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Hoje, no «Record», uma crónica exemplar de Mónica Jorge que pode ser lida aqui e nos mostra que afinal "mano, ainda há ética no desporto!" (na sequência do post anterior).



"Afinal, a ambição e a pressão de querer ganhar (seja o que for, nem que seja só protagonismo) (...) não pode estar acima da ética desportiva e dos nossos valores morais."

E se "a nossa atitude perante determinados contextos diz muito mais do que realmente somos", quase que me atrevo a substituir somente o termo «atitudes» por «comportamentos»... pois "o desporto deverá ser sempre um “educador” de valores, ideias e perfis." Deverá... mas nem sempre é!!!

Pena que não tenhamos mais exemplos semelhantes, quer a nível de praticantes e competidores, quer a nível de treinadores, árbitros e dirigentes!

Para refletirmos, termino com palavras do atual Presidente do Comité Olímpico: É falsa a tese que apresenta o desporto como algo cuja bondade é intrínseca. Apresenta-se o desporto como sinónimo de cultura, de progresso, de saúde, de educação, de fraternidade, um remédio a muitas patologias das sociedades modernas é fácil e de sucesso imediato. Por vezes, vai-se mesmo mais longe e apresenta-se o desporto como 'uma escola de vida' ou 'uma escola de virtudes'.”* Apresenta-se... e há os que acreditam!!!



*José Manuel Constantino, 2012, "O Espetáculo Desportivo no Mercado Global. A Internacionalização Económica do Desporto." Lisboa, Bnomics.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Fantástico!

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É fantástico como por vezes podemos apreciar uma pessoa a falar de ética e de deontologia várias vezes durante um dia e constatarmos a seguir que a mesma viola normas e regulamentos sem rebuço... passando impune, pois basta-lhe pegar numa borracha e apagar o que fez!

Como disse Forrest Atlee para o seu irmão Ray, personagens de um romance de Grisham*

“– Já não há ética, mano. Andas na lua. A ética é para pessoas como tu ensinarem aos alunos que nunca irão usá-la.


Mas o mais surpreendente é observarmos um rebanho imenso a segui-la!


* John Grisham, 2004, “A Convocatória”, Lisboa, Círculo de Leitores. 

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Subsídio-dependência!

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José Pinto Correia afirma na sua página do Facebook que o projecto olímpico para 2016 está parado um ano depois de Londres 2012...!
E acrescenta: "O projecto olímpico para 2016 tem um ano de vazio. Nada foi definido, nem o pacote financeiro, nem os objectivos para a participação desde que acabaram os Jogos de Londres de 2012. Não há, portanto, nem estratégia, nem modelo de governação. Como é isto possível? Melhor mesmo: como foi isto possível até hoje? E durante quanto mais tempo vai tudo ficar indefinido?"

Aí está o busílis da questão: o pacote financeiro e os objectivos - talvez mais o primeiro que o segundo. 

Se o teatro não é subsidiado e não atrai público, dissolve-se a companhia de teatro e vão para o desemprego os seus atores. O mesmo com o bailado. O mesmo com as orquestras de música. Com os museus passa-se algo semelhante... Enfim, de facto a cultura é uma coisa e o desporto outra... ou vice versa!

Nos Estados Unidos o desporto de rendimento não depende do governo. Novas formas de atraír espectadores, novos métodos para gerarem receitas ou novas estratégias para garantirem patrocinadores são postas a funcionar... Daí as ligas fechadas...

No dia da sua posse, José Manuel Constantino considerou que o Estado deve «deixar às organizações desportivas o que está no âmbito das suas missões». Verdade! Mas como é possível se as organizações desportivas estão economicamente reféns desse Estado? Mas como é possível se é esse Estado que impõe a maneira dessas organizações funcionarem (veja-se o Regime Jurídico das Federações Desportivas)?

quarta-feira, 24 de abril de 2013

A força da colaboração

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Segundo o Prof. Sidónio Serpa*, "a ginástica artística portuguesa teve nos últimos anos notável melhoria de resultados internacionais" devido a "um desenvolvimento muito positivo do relacionamento entre os treinadores dos diferentes clubes que assumiram a evolução da sua modalidade como missão comum, criando um ambiente de bom entendimento e de compromisso na colaboração. Foi um acto colectivo de inteligência que, todavia, não é muito habitual no desporto onde a rivalidade desportiva tende a ser prolongada a nível pessoal, e onde os objectivos associados aos resultados individuais ou da equipa geram individualismo no trabalho, por vezes temperado (envenenado?) com deslealdades e falta de desportivismo." Desenvolvimento esse a que a própria Federação não deve ser alheia... nem eventualmente a Associação Portuguesa de Treinadores de Desportos Gímnicos - repare-se que não é uma «Associação Nacional de Treinadores de Ginástica»!

Ainda segundo a sua opinião, "lamentavelmente, encontramos muitos exemplos, no contexto das várias modalidades, que seguem lógicas opostas àquela. Aí observamos que a evolução desportiva, ainda que tenha lugar, não atinge o potencial possível. Verificamos, também, que a própria situação profissional dos treinadores não se consolida como seria benéfico para todos, fruto de um relacionamento que desperdiça a força da comunhão de esforços, estratégias e objectivos. As certezas inflexíveis impeditivas da colaboração resultam de inseguranças pessoais, e o desejo mesquinho de querer ter algum poder no pequeno meio das modalidades e de se destacar entre os pares leva a guerras de grupos e indivíduos que culminam na derrota de todos. A psicologia social há muito demonstrou a elevada probabilidade de percas generalizadas nos jogos em que todos querem ganhar sem colaborar."

Na senda de Adorno (1963), Parlebas (1969), Villiaumey (1991), Gutiérrez Sanmartín (1995), Lassalle (1997), Olímpio Bento (1999, 2004 e 2005) e de Saint-Martin (2004), que nos mostram uma bivalência do desporto, o Prof. Sidónio Serpa vem agora alertar-nos para este facto: "o desporto, como meio de transmissão de valores, é perfeitamente neutro. Com efeito, tanto pode ter um impacto profundamente positivo na formação moral e cívica dos seus actores, como pode induzir as mais vis abordagens, plenas de egoísmo e desrespeito pelos outros."

E termina com uma crença: "acredito que a prazo ganham os que se regem pelos valores éticos, mesmo que não figurem no topo da classificação desportiva."

Esperamos que esta sua crença seja válida...


* "A força da colaboração", «A Bola», 23.04.2013, p. 32.